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Assim como o cenário e as paisagens podem apresentar símbolos e significados importantes para a narrativa de filmes, séries e novelas, o figurino também é parte crucial da trama. De maneira sutil, a escolha das vestimentas em Pantanal se estabelece como um reflexo de cada personagem, por exemplo.

Marie Salles, que trabalha na Rede Globo há mais de vinte anos, passou a atuar como figurinista na emissora em 2004. Atualmente responsável pelo remake do clássico folhetim, ela já assinou o figurino de grandes obras, como Amor de MãeAvenida BrasilCordel EncantadoNovo Mundo, entre outros.

"Quando eu e minha equipe começamos a fazer o projeto, a primeira coisa que fizemos foi assistir a novela dos anos 1990”, revela Marie. “Quando fomos ao Pantanal e a gente viu a dimensão do lugar, de como é impactante a natureza e como ela fala por si só, começamos a fazer uma ligação entre os personagens e as cores que habitavam no Pantanal."

Ela continua: “Enxerguei essa natureza, seu ciclo, o nascer do sol, o caminho que ele percorre ao longo do dia e as cores que ele traz para essa natureza local, até o momento que a lua surge em seu lugar. É algo diferenciado. As árvores, as flores, os ipês, fui pegando essas cores e colocando nos personagens”, explica.



Ela continua: “Enxerguei essa natureza, seu ciclo, o nascer do sol, o caminho que ele percorre ao longo do dia e as cores que ele traz para essa natureza local, até o momento que a lua surge em seu lugar. É algo diferenciado. As árvores, as flores, os ipês, fui pegando essas cores e colocando nos personagens”, explica.

Marie explica que grande parte das roupas, chapéus e calçados foram envelhecidos ou modificados artificialmente para que todo o vestuário transmitisse a realidade dos personagens. Para além das texturas, há também um simbolismo para cada personagem, que determina o momento da vida em que cada um está, assim como traços mais palpáveis, como a rotina e o trabalho.

AS CORES DOS PERSONAGENS

“No Joventino (Irandhir Santos), por exemplo, quis usar o pôr do sol, com tons alaranjados.

 A Juma (Alanis Guillen) também tem esse sol, mas em sua exibição momentos antes, tem um pouco do céu, das rosas.

já Filó (Letícia Salles/ Dira Paes) tem cores das araras, dos ipês”, comenta Marie, animada com o resultado.

Um dos grandes desafios foi construir a identidade de Juma a partir do vestuário. “A Juma é uma pessoa que nunca viu nada. Ela não conhece nada, troca suas roupas na chalana, não tem dinheiro, não sabe o que é isso, o que é banco, televisão. Ela é bruta e tem uma energia bruta. Por isso, suas roupas são transparentes e são meio pôr do sol, meio rosa, meio nude. A sensação que vai dar é que ela está livre”, adianta Marie sobre a personagem.

Parte da pesquisa, a figurinista trabalhou não apenas com a viagem à região e o consumo da trama original, mas também teve fotos, documentários e registros que ajudaram na concepção do projeto. No remake, o figurino carrega um pouco do que foi visto há trinta anos, mas também é reformulado de acordo com as mudanças atuais da região. “O Pantanal entra com muita cor e tem essa contemporaneidade mesmo. 

A gente fala dos dias de hoje. O Rio de Janeiro, a Irma, a Madeleine, são atuais, muito modernas, contam um pouco desse hoje que a gente vive. Atualmente, no Pantanal, ao mesmo tempo que eles usam a faixa pantaneira, usam também camisetas com estampas”, explica.
No casamento de Madeleine (Bruna Linzmeyer) na novela 'Pantanal' tem vestido sexy, justo e ombro a ombro com tecido de seda.


Agora, com o final da primeira semana se aproximando, um detalhe chama a atenção novamente: Gorgulho usou a mesma roupa que o seu personagem vestia na versão original, exibida há 32 anos, na TV Manchete.
“Eu estou usando a mesma calça, a mesma pantalona e o mesmo chapéu que eu usei há 32 anos”, contou o famoso, que recebeu a equipe do Globo Repórter, durante as gravações do remake, que ocorreram no Mato Grosso do Sul.
Parte do elenco original, Paulo Gorgulho falou sobre a alegria de voltar ao set de filmagem e reviver a energia da novela “Pantanal”, que foi escrita por Benedito Ruy Barbosa e adaptada por Bruno Luperi, neto do autor.
PONTO DE VISTA: 

No nosso ponto de vista novela original , na década de 1990, tinha bastante marcado o conceito rural, mas hoje em dia vimos ao chegarmos ao Pantanal que ele está bem diferente. Grande parte das roupas, chapéus e calçados foram envelhecidos ou modificados artificialmente para que todo o vestuário transmitisse a realidade dos personagens. Para além das texturas, há também um simbolismo para cada personagem, que determina o momento da vida em que cada um está, assim como traços mais palpáveis, como a rotina e o trabalho. Termos o privilégio de assistir o remake de Pantanal ,depois de mais de dois anos de Pandemia e da triste guerra iniciada pela Rússia contra a Ucrânia ,não deixa de nos deleitar e nos dar um respiro ,diante de tanta beleza e exuberância ,aliada ao talento de tantos atores e atrizes ,que já  estão arrasando nos suas interpretações, para nossa felicidade!

Beijos no coração💖
Editora, Colunista e Jornalista Noeli de Carvalho e Silva 

E da Modelo, Pesquisadora e Designer de Moda Iana de Carvalho Silva


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