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O estilista Kenzo Takada morreu nesse domingo (4/10), aos 81 anos, vítima de complicações da Covid-19. Um dos nomes mais admirados na indústria da moda, Kenzo estava internado no American Hospital, de Neuilly-sur-Seine, em Paris, na França. Ao longo da carreira, o japonês construiu legado memorável. Como forma de homenageá-lo, nós selecionamos quatro curiosidades sobre a vida e o trabalho do designer.
Giphy/Michel Dufour/WireImage via Getty Images
Nas redes sociais, fãs e admiradores lamentaram a morte do estilista. O óbito foi anunciado por um porta-voz da K3, marca de artigos de luxo para casa.

“É com grande tristeza que soubemos que nosso querido amigo Kenzo Takada faleceu. Ele foi um criador inspirador e prodigioso, e tivemos orgulho de colaborar com ele. Sempre nos lembraremos de seu sorriso e de sua alegria de viver. O mundo da moda/design e todos nós estamos de luto por ele, e estendemos nossas sinceras condolências aos seus entes queridos”, assinalou a label.

 Kenzo Takada nasceu em 27 de fevereiro de 1939, em Himeji, no Japão. Mudou-se para Paris nos anos 1960. Na capital francesa, fundou a própria etiqueta, originalmente chamada de Jungle Jap, em 1970. A primeira boutique ficava na Galerie Vivienne.

Na Europa, consolidou-se como um artista autêntico, disruptivo e conceitual. As criações ficaram conhecidas por serem uma mistura de cores vibrantes, volumes exagerados, elementos gráficos e estampas chamativas, inspiradas na presença da natureza na arte japonesa e em viagens pelo mundo. Ao longo dos anos, o designer acumulou várias realizações e conquistas. Entre as quais, o lançamento de um império de perfumes. Em 1993, o conglomerado de luxo LVMH adquiriu a grife. Kenzo permaneceu como diretor criativo da marca até 1999.
O japonês criou a própria grife em Paris e ficou como diretor criativo da label até 1999
Estilista Kenzo Takada

Curiosidades:
 1. Contrariado pelos pais 
O apreço de Kenzo Takada pela moda surgiu no Japão, quando ainda era criança. Na época, ele tinha o costume de ler revistas fashion das irmãs. Estudou literatura antes de mudar para o curso de moda, em 1958. Foi um dos primeiros homens a entrar para a Bunka Fashion College, em Tóquio. Há 50 anos, desenvolveu sua primeira coleção.
Estilista Kenzo Takada
Em 2019, o estilista revelou ao Financial Times que não teve o apoio total da família para seguir a carreira. “Certa vez, disseram-me que era impossível para um japonês trabalhar na indústria da moda em Paris… Homens não eram permitidos em escolas de design. Ser criativo não era aceito na sociedade japonesa na década de 1950. E mais do que tudo, meus pais se opuseram à ideia de eu trabalhar com moda”, confidenciou.

2. Primeiro estilista japonês a conquistar Paris Kenzo Takada foi o primeiro japonês a entrar a fundo no meio da moda exclusiva de Paris, na década de 1970. A ascensão é um verdadeiro marco. Afinal, as cores enérgicas e as padronagens exuberantes, principalmente florais, estavam longe do estilo francês tradicional. Kenzo ficou conhecido por criações maximalistas.
Desfile da Kenzo
Vale destacar que ele abriu portas para outros profissionais do Oriente. Contudo, o designer moldou a própria herança japonesa ao ser abraçado pela França, onde morou até o fim da vida. “Eu sou japonês, mas a empresa é francesa, e eu atuo na França, então me considero um designer francês”, afirmou em uma das entrevistas à imprensa internacional, ao longo da trajetória, segundo o portal Telegraph. Assim como volumes e estampas extravagantes.
Desfile da Kenzo
 3. Universo masculino Apesar de ter se concretizado como um dos nomes mais relevantes na moda feminina, Kenzo Takada também criava para o público masculino. Acreditava que, em relação ao estilo, os homens deveriam ter classe, mas também se permitir aderir a mudanças. Por isso, o designer ajudou a quebrar estereótipos de masculinidade.
 O falecido estilista lançou os primeiros itens masculinos da Kenzo em 1983. A inspiração veio do cotidiano. “Uma vez, vi fotos de um senhor vestindo azul claro e branco, e um senhor idoso vestindo rosa claro e amarelo, e essa combinação me inspirou”, contou o japonês. As peças de Kenzo tinham características evidentes do Japão, como o clássico quimono.  
Estilista Kenzo Takada em desfile
Ele também apostava em composições ousadas para o público masculino, quebrando estereótipos, como este look modelo toureiro com dourado e meia-calça roxa.
Estilista Kenzo Takada em desfile
 4. Império de perfumes A grife também se consagrou com amplo catálogo de cosméticos. Em 1988, a linha de perfumes femininos da etiqueta começou como Kenzo de Kenzo. Atualmente, contempla produtos como Ça Sent Beau, Parfum d’Été, Le Monde est Beau, e L’eau par Kenzo.
 Em 1991, foi lançado o Kenzo Homme, primeiro perfume masculino da empresa. A fragrância mais icônica da perfumaria é a Flower by Kenzo, que completou 20 anos em 2020. O produto foi pensado para representar uma flor com intenso vermelho. Lançado em 2000, Flower by Kenzo é o perfume mais emblemático da label.
Perfume Flower by Kenzo
Kenzo Homme foi a primeira fragrância masculina da marca.
Perfume Kenzo Homme
 Em Paris, Bruna Marquezine conferiu o lançamento do perfume Life Color, foi uma parceria da Avon Brasil com o designer japonês Kenzo Takada.
Para o lançamento do perfume Bruna escolheu um vestido de gala branco, longo com costas nuas e uma fenda lateral e nas bordas do vertido todo cravejado de pedras prateadas.
 Atualmente, a Kenzo é comandada por Felipe Oliveira Baptista. O português estreou com a label nas passarelas em fevereiro deste ano, com a coleção de outono/inverno 2020/21, apresentada durante o Paris Fashion Week. Até então, a marca tinha como diretores criativos os estilistas Carol Lim e Humberto Leon, que ficaram nos cargos até 2019.


Link - https://www.metropoles.com/colunas-blogs/ilca-maria-estevao/saiba-5-curiosidades-sobre-kenzo-takada-estilista-que-morreu-de-covid-19

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