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Vestido Heloisa Faria (R$ 900), sandálias Linus (R$ 148), relógio Rolex (R$ 60.050) e brincos HStern (R$ 2.860) (Foto: Ilustrações: Mari Duarte, Ina Gouveia, Giulia Puntel, Daiana Ruiz e Jess Vieira)
Vestido Heloisa Faria, sandálias Linus, relógio Rolex e brincos HStern (Ilustração: Mari Duarte)


Oito meses atrás, Miuccia Prada levantava a bandeira de um resgate à simplicidade com seu desfile de verão 2020, na contramão do cenário de excessos pelo qual passávamos – de ostentação, de exposição, de conectividade.
Nunca imaginaria ela que, quando a coleção chegasse às lojas, estaríamos mais conectados do que nunca (com o celular e outras telas sendo nossa única ferramenta de interação como mundo exterior), mas, por outro lado, vivendo realmente, ainda que à força, uma vida mais simples.
Muitos dos momentos mais difíceis da humanidade podem ter sido sucedidos por extravagâncias e grandes movimentos criativos (caso dos années folles pós-Primeira Guerra Mundial e da criação do New Look após a Segunda), mas, ao longo dos últimos anos, a moda conquistou uma celebração à individualidade, em que não se segue mais rigorosamente um único caminho ou tendência.
E, em paralelo a essa futura possível exuberância, outro importante rumo que promete despontar pós-pandemia é um resgate a um luxo discreto que conversa coma simplicidade proposta por Miuccia, valorizando os chamados “essenciais”: peças atemporais e de qualidade impecável, para comprar agora e usar para sempre.
Jaqueta (R$ 4.700), macacão com cinto (R$ 1.600) e botas (R$ 1.790), tudo NK Store.  (Foto: Ilustrações: Mari Duarte, Ina Gouveia, Giulia Puntel, Daiana Ruiz e Jess Vieira)
Jaqueta, macacão com cinto e botas, tudo NK Store. (Ilustração: Ina Gouveia)
Assim como, depois da crise financeira de 2008, vimos a elegância despretensiosa da Celine de Phoebe Philo substituir o sexy extravagante do início do milênio, mais tempos de incerteza geram novamente consumidores mais atentos sobre onde gastar seu dinheiro – consciência que hoje passa não apenas pela qualidade e utilidade do produto, mas também pela forma como ele impacta o meio ambiente e a comunidade.
O que não quer dizer que esta busca por itens essenciais, cujo luxo pode ser visto na maneira como a peça é feita e não em um logo, se traduza em roupas basiquinhas e sem graça. A exemplo do que Daniel Lee vem propondo na Bottega Veneta, essa simplicidade e esse minimalismo visual “escondem” ricas texturas, silhuetas descompromissadamente cool e caimentos propositalmente confortáveis.
Afinal, faça você o tipo que se veste em estilo Zoom (“arrumado” apenas da cintura para cima) ou o que se produz de pijama mesmo, as semanas de home office afetaram drasticamente nosso guarda-roupa de trabalho e vai ser difícil se desapegar dessa sensação de conforto quando nossas vidas voltarem ao curso normal. Ainda que esse “normal” definitivamente não seja mais o mesmo.
Casaco (R$ 2.239) e vestido (R$ 1.059), ambos Rocio Canvas, botas (700) e bolsa (R$ 700), ambas Luz da Lua (Foto: Ilustrações: Mari Duarte, Ina Gouveia, Giulia Puntel, Daiana Ruiz e Jess Vieira)
Casaco e vestido, ambos Rocio Canvas, botas e bolsa, ambas Luz da Lua (Ilustração: Giulia Puntel)


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