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Poderia uma roupa ajudar a proteger do coronavírus? Essa é a proposta da empresa têxtil  catarinense Dalila Têxtil, que trabalha há anos com grandes marcas nacionais e criou malhas com acabamento antiviral. A novidade promete ser eficazes contra os vírus envelopados, caso do coronavírus, herpesvírus e influenza, e não envelopados tipo o adenovírus humanos, norovírus e enterovírus.

Sua tecnologia utiliza partículas de prata (antimicrobiano) para atrair o vírus com carga oposta fazendo com que o mesmo se ligue aos grupos de enxofre presentes na superfície que envolve o vírus. Essa reação inibe o crescimento e a persistência do vírus no tecido, com um mecanismo de ação que bloqueia sua ligação nas células hospedeiras, impedindo que o microorganismo libere seu material genético no interior. Resultado? Menor capacidade infecciosa nas células. Além disso, a formulação do produto é baseada em química verde, com estabilizante natural de origem brasileira.
"Essa inovação impacta o mercado da moda para melhor. As roupas começam a unir design e cuidados com a saúde. Além do combate ao coronavírus, vemos isso nos tecidos com proteção UV, antibacterianos contra odor, repelente à água... Diante do cenário de pandemia, o 'novo normal' do setor têxtil é também ajudar as pessoas a cuidarem da saúde por meio das tecnologias de proteção", explica André Klein, diretor da Dalila Têxtil. 

A boa notícia é que o acabamento antiviral já foi testado, por exemplo, em máscaras faciais e tecidos de confecção, e dura até 20 lavagens. Os testes foram realizados em um laboratório independente seguindo as normativas científicas reconhecidas internacionalmente, como a AATCC 100 (antibacteriana) e ISO18184 (antiviral). "Estamos orgulhosos de sermos pioneiros."
Outra empresa brasileira que acaba de lançar tecido antiviral é a também catarinense Diklatex, especializada têxteis técnicos e tecnológicos para esporte e activewear, com grandes marcas no portfólio (entre elas Adidas, Nike e Puma). Segundo a empresa, o tecido destrói mais de 99% dos vírus e bactérias que ficam na sua superfícies em até 2 minutos e inativa 100% em até 10 minutos.


Já, a italiana Albini Group (conhecida por fornecer para nomes como o grupo Kering, Armani, Ermenegildo Zegna e Prada), afirma também ter desenvolvido um tecido antiviral.

A matéria-prima foi criada em colaboração com a companhia suíça de inovação têxtil HeiQ - químicos são aplicados durante a produção, em um processo similar à impermeabilização. A eficácia ainda está sendo testada, mas Fabio Tamburini, CEO da Albini, acredita que, assim como o já existente tratamento antibacteriano, a proteção antiviral também se tornará comum ao longo da próxima década, podendo ser usada em roupas de viagem ou por baixo do equipamento hospitalar de profissionais de saúde, por exemplo. “Mas ela funciona apenas como uma ajuda adicional. Você ainda tem que lavar as mãos, usar máscara e fazer distanciamento social”, explica.
PONTO DE VISTA:

No nosso ponto de vista, em tempos de pandemia, esta iniciativa das indústrias têxteis anti-virais, capazes de bloquear os efeitos nocivos do coronavírus merecem a nossa aprovação, apoio e esperamos que várias outras empresas se inspirem nessas iniciativas e colaborem financeiramente e tecnologicamente para o aprimoramento dessas pesquisas, que poderão impulsionar a confecção de roupas confortáveis e adaptáveis para essa nova era transformadora. 
Beijos no Coração ❤️
Editora, Jornalista e Colunista Noeli de Carvalho e Silva

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