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7 PASSOS/iniciativas PARA UM CAMINHO MAIS TRANSPARENTE E LIMPO

2019 será lembrado como o ano em que a moda finalmente começou a levar a sério a crise climática. Se isso aconteceu graças à Greta Thunberg e milhões de pessoas indo às ruas para protestar, os alertas de cientistas de que está passando da hora de combater as emissões, ou graças aos consumidores cada vez mais conscientes do impacto que suas roupas, não sabemos, mas é fato que a indústria intensificou massivamente seus esforços no último ano.
“Muita coisa vem acontecendo para chegarmos até aqui: anos de campanha por uma indústria da moda mais sustentável e justa, documentários como o The True Cost, que foi visto globalmente por milhões de pessoas,” diz Livia Firth, fundadora do Eco-Age e do Green Carpet Challenge. "Além de acidentes terríveis em fábricas de todo o mundo, o efeito Greta Thunberg... Essas são todas peças de um quebra-cabeça gigante."
Embora tenha havido progresso, ainda há muito a ser feito. “Grande parte da indústria da moda cumpriu a responsabilidade de dar a volta por cima e vimos alguns desenvolvimentos promissores este ano,” comenta Eva Kruse, CEO da Global Fashion Agenda. “Mas 40% da indústria ainda não tomou nenhuma ação para tornar seus negócios mais sustentáveis.

Precisamos que essas empresas se juntem a nós na implementação de mudança drástica que é urgentemente necessária para combater a crise climática. ”

Aqui, sete fatos que provam que a industria da moda começou a levar a crise do clima a sério em 2019


Stella McCartney verão 2020 (Foto: Jamie Stoke)

1. 250 marcas assinam o Fashion Pact

Em um sinal claro de que a indústria se uniu para tomar uma atitude, 250 marcas, incluindo a Chanel, a Stella McCartney e a Nike, assinaram durante a reunião de cúpula do G7, o Fashion Pact, lançado pelo presidente francês Emmanuel Macron e pelo grupo Kering.

Como parte do acordo, os signatários assumiram três compromissos principais: deter o aquecimento global zerando suas emissões líquidas até 2050, restaurar a biodiversidade e proteger os oceanos.




2. A moda lutou contra os incêndios da Amazônia
Os incêndios que assolaram a Amazônia em agosto foi um grande alerta para a indústria da moda este ano. Principalmente porque a produção de produtos de couro e tecidos como viscose, rayon e modal está ligada à degradação das florestas tropicais.

A LVMH doou €10 milhões em uma tentativa de ajudar a combater os incêndios florestais, enquanto a H&M e VF Corporation, proprietárias da Timberland e da Vans, disseram que iriam banir a aquisição de couros brasileiros.


Gabriela Hearst Ready to Wear Spring/Summer 2020 (Foto: Getty Images)

3. A compensação de carbono está na moda

Diminuir as emissões de gases do efeito estufa é crucial para a luta contra a crise climática e uma maneira que as marcas fizeram isso em 2019 foi através da compensação de carbono.

Em setembro, Gabriela Hearst anunciou que seu desfile em Nova York seria carbon neutral, iniciativa que logo foi seguida pela Burberry. Em sequência a Gucci e a Kering disseram que também seriam neutras em carbono nas suas operações e cadeia de suprimentos – compensando as emissões que não pudessem ser reduzidas ou evitadas de outras maneiras.

Em novembro, o CEO e presidente do conselho de diretores da Gucci, Marco Bizzarri, lançou o Carbon Neutral Challenge (desafio do carbono neutro), onde estimulou outras empresas a seguirem a iniciativa.

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4. Nenhuma temporada teve tantas iniciativas sustentáveis como o verão 2020

sustentabilidade foi a palavra de ordem do verão 2020, embora o nível de comprometimento tenha variado de marca para marca. A Dior replantou todas as árvores que foram usadas para criar o set de seu desfile, enquanto a Miu Miu e a Louis Vuitton fizeram cenários 100% recicláveis.

Os tules e as organzas de Alexander McQueen eram provenientes de upcycling e as lâmpadas da Missoni eram alimentadas via energia solar. Marine Serre fez uma coleção com foco ambiental, batizada “Marée Noire”, que se traduz como “maré negra”, e fazia referência aos derramamentos de óleo no oceanos.


Christian Dior verão 2020 (Foto: Getty Images)

5. Os novos talentos investem em sustentabilidade

2019 também contou com jovens estilistas sendo reconhecidos pelos seus trabalhos com a sustentabilidade. Bethany Williams, que combina suas práticas ecológicas com iniciativas sociais, ganhou o Prêmio Queen Elizabeth II na Semana de Moda de Londres em fevereiro, enquanto Emily Bode – conhecida por reaproveitar materiais antigos – ganhou o Prêmio CFDA de Estilista Emergente do Ano em junho.


Enquanto isso, o jovem estilista austríaco Christoph Rumpf, cujo foco é a reciclagem de materiais antigos e excedentes das fábricas, venceu o Grande Prêmio do Júri Première Vision do Festival Hyères.
Resultado de imagem para Emily Adams da Bode e modelo durante o desfile de verão 2020  (
6. A Prada prioriza a reciclagem
Usar plástico reciclado não é novidade na indústria da moda – a Adidas e a Stella McCartney já incorporaram o material em coleções nos últimos anos. Em junho, a Prada se tornou a mais recente grande marca a aderir, ao lançar a linha Re-Nylon, apresentando bolsas feitas com redes de pesca recicladas.


A marca italiana também se comprometeu a usar apenas nylon reciclado até o fim de 2021, como parte de sua estratégia mais ampla de sustentabilidade.


Prada Re Nylon (Foto: Divulgação)

7. O aumento do aluguel e da revenda
Uma maneira pela qual a indústria se esforçou para se tornar mais circular em 2019 foi aderindo a modelos de aluguel e revenda.


Neste ano, marcas como H&M e Ganni experimentaram suas próprias plataformas de aluguel, enquanto sites como o da Hurr Collective e da Onloan surgiram na cena do Reino Unido.

Enquanto isso, grandes marcas estão adotando o mundo da revenda: em outubro, a Burberry anunciou que ofereceria como recompensa aos clientes que vendessem suas roupas no site de revendas The RealReal uma experiência de compra pessoal.


Gucci vira carbono neutro para enfrentar crise climática

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 A marca criou uma plataforma de EPL (Environmental Profit & Loss), em que informam suas pesquisas de produtos, design, decisões de fornecimento e desenvolvimento geral de negócios. Ela foi uma das primeiras marcas de luxo a adotar o EP&L, que atua como uma referência para medir o progresso durante a implementação de sua estratégia de sustentabilidade de 10 anos (2015-2025). Sua meta é “evitar, reduzir, restaurar e compensar emissões de GEE”, trabalhando em várias frentes. “Ao fazer isso, a Gucci está estabelecendo um novo caminho para a neutralidade de carbono, destacando a necessidade de as empresas serem corretas e responsáveis por todas as emissões em suas cadeias de fornecimento”.
Não é uma mudança fácil. Nenhuma empresa vai dormir e acorda sustentável. É preciso ter tempo, dinheiro, conhecimento, parcerias sérias e efetivas, muita energia e coragem para olhar para dentro e iniciar a transformação não só de como você faz, mas também de como você pensa. Para muitas companhias,  equivale praticamente a um renascimento. Portanto, as ações da Gucci são válidas e servem como exemplo de um call to action para o mercado de luxo.
Posto isso, também sabemos que estamos olhando para o que a Gucci (ou qualquer outra marca) nos mostra, mas e o que não é mostrado? Esses questionamentos já estão no Instagram, debaixo dos três posts, feitos por seguidores que querem mais do que anúncios, querem provas. “Como pode uma marca de moda ser inteiramente neutra em carbono? Por favor expliquem”, diz um dos comentários. Outros dizem que isso é apenas uma campanha de marketing e muitos se incomodaram com o símbolo do olho, que lembra o dos Illuminati. Há ainda muitas perguntas, poucas respostas.
É natural que uma marca use suas ações como comunicação e marketing. Esse assunto “sustentabilidade” desencadeou uma corrida entre empresas do mundo inteiro – e não apenas de moda – porque trata-se de uma mudança de mindset que, uma vez entendida e consolidada, não será possível voltar atrás. Portanto, é também uma oportunidade de marketing ultra potente que vai dividir quem está agindo (“0 bem”) de quem não está (“o mau”). De cara, o que a Gucci está comunicando? Que ela está mais conectada com o mundo e suas necessidades atuais muito mais do que milhares de outras grifes.
Porém, sabemos também que as marcas não são empresas boazinhas que querem apenas ajudar a melhorar o mundo. Mudar o mundo – ou melhora-lo – é uma urgência que envolve todos os cidadãos e empresas do planeta. Existe um sistema vigente que prega quanto mais melhor em uma época de menos é mais. É importante sim que as pessoas questionem e exijam mais informações e provas que alicercem suas colocações.
Nesse momento de profunda transformação, há mais perguntas do que respostas, mas também é o momento de rever e derrubar padrões. É uma época tão caótica quanto também excitante no sentido de que há muitas descobertas que estão surgindo derivada de inovação.
Abaixo, compartilhamos os dados enviados pela Gucci referente às suas ações, alguns deles já divulgados em seu perfil no Instagram:

OPERAÇÕES DE VAREJO À MANUFATURA

Aumentar o uso de energia renovável nas operações, lojas, escritórios e depósitos da Gucci dos atuais 70% para 100% até 2020. Essa transição já alcançou uma redução de cerca de 45.800 toneladas de CO2 em 2018.
Criar e otimizar a eficiência durante a produção e a fabricação, implementando abordagens criativas. Isso inclui o programa Gucci Scrap-Less, que usa muito menos água e produtos químicos para tratar o couro e reduz as emissões de GEE relacionadas ao transporte. Por exemplo, oito curtumes participaram em 2018 e foram alcançadas significativas reduções no consumo de energia (843.000 kW); uso e efluentes da água que entram no fluxo de resíduos (10 milhões de litros); consumo químico (145 toneladas, incluindo 28 toneladas de cromo), restos de couro (66 toneladas). Durante esse período, aproximadamente 3.400 toneladas de CO2 foram evitadas com a implementação deste programa.
Aumentar as abordagens em torno da circularidade, incluindo o programa Gucci-Up, que faz o up-cycling do descarte de couro e têxtil gerado durante a fabricação. Por exemplo, em 2018, o programa reutilizou cerca de 11 toneladas de pedaços de couro e economizou aproximadamente 4.500 toneladas de CO2.
Continuar a estabelecer um caminho claro de redução em toda a cadeia de suprimentos, gerando verdadeira transparência por meio da contabilidade de capital natural. A Gucci foi uma das primeiras marcas de moda a publicar um EP&L em 2017 e, anualmente, compartilha abertamente todos os seus impactos e dependências da natureza.
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PROCESSAMENTOS E MATÉRIAS PRIMAS

A Gucci já atingiu ma redução de 16% de sua footprint em toda a sua cadeia de suprimentos desde 2015, em relação ao crescimento.
Maximizar tecnologias e abordagens de reciclagem, como mudar para plásticos reciclados como um complemento adicional à proibição de PVC pela Gucci desde 2015, e usar metais reciclados em acessórios e joias. Substituir as matérias-primas virgens tradicionalmente usadas em joias e acessórios por ouro, prata e paládio reciclados, evitando os impactos de mineração e extração em cerca de 11.000 toneladas de CO2 em 2018.
Inovar em soluções que irão trocar técnicas tradicionais de processamento por outras mais sustentáveis, como o programa de curtimento sem metal da Gucci, que elimina o uso de metais pesados no processo de curtimento de couro.
Aumentar ano a ano o uso de fibras orgânicas, como algodão e seda orgânicos certificados pelo GOTS (Global Organic Textile Standard), o que evitou o uso de aproximadamente 2.700 toneladas de CO2 em 2018.
Concentrar-se em garantir que as fibras celulósicas, como a viscose, sejam originárias de florestas certificadas pelo FSC (Forest Stewardship Council) e de produtores que atendam às auditorias do CanopyStyle. Além disso, focar no fornecimento de produtores que possuem sistemas de gerenciamento químico em circuito fechado. Além disso, manter papel e papelão 100% certificados pelo FSC para todas as embalagens.
Continuar mudando para matérias-primas alternativas mais sustentáveis e de baixo impacto, como nylon regenerado ECONYL® cashmere regenerada e ouro ético-responsável.
Obter matérias-primas de países preferenciais e sistemas de produção com menor impacto ambiental, como couro, pelo qual essa estratégia provou mitigar os impactos associados ao couro em até cinco vezes. Além disso, obter couro de sistemas agrí colas que evitam a degradação e destruição de ecossistemas naturais, enquanto regeneram o solo, além de garantir que as fazendas não estejam de forma alguma ligadas ao desmatamento. Em 2018, essas práticas de fornecimento evitaram cerca de 372.800 toneladas de CO2.
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RESTAURAR + COMPENSAR

Otimizar o fornecimento de matérias-primas de sistemas agrícolas que restauram solos e habitats para biodiversidade importante.
Implementar um portfólio inovador de compensação global por meio de projetos REDD+ que mitigue as mudanças climáticas, crie um impacto econômico e social positivo para as comunidades locais e proteja a vida selvagem e seus habitats globalmente significativos.
Ir muito além da abordagem de compensação mais convencional – focada nos escopos 1 e 2 (e às vezes uma parte muito limitada do escopo 3) do Protocolo de GEE4 – , e também compensar anualmente todas as emissões de GEE na cadeia de suprimentos associadas à criação, transformação e produção, bem como fabricação de produtos. Em 2018, isso foi equivalente a compensações de 1,4 milhão de toneladas de CO2E, a um custo de US$ 8,4 milhões.
Apoiar a conservação e restauração dos refúgios de biodiversidade mais importantes do mundo, abrangendo aproximadamente 1.102.000 hectares de florestas para a compensação da Gucci em 2018.
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