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“Give me time and I’ll give you a revolution”.
E assim foi. Neste último domingo (17.03), Alexander McQueen completaria 50 anos e seu legado se mantém mais vivo do que nunca nove após sua morte. McQueen foi um dos designers mais venerados de toda a história da moda e também um dos mais provocadores. Seus desfiles eram portais para as profundezas de sua mente através de espetáculos, danças, dramas, cenas e momentos de pura energia, em que o público presenciava o novo acontecendo, seja em suas criações ou nas formas como apresentava seus desfiles.
Ninguém esquece da poesia e delicadeza – ainda que à maneira de McQueen – do show Deliverance, coreografado pelo escocês Michael Clark com as modelos meio dançando, meio caindo; ou ainda a imagem de Shalom Harlow sendo atacada por jatos de tintas vindos de dois robôs, pintando seu vestido como se fosse uma tela branca (desfile Number 13). E o que dizer do holograma da Kate Moss, mostradoao final de Widows of Culloden, um dos momentos mais especiais da história dos desfiles.
O tanto que sabia encantar, também sabia provocar, o que mostrou logo no início de sua carreira com apresentações como The Highland Rape, em 1995, que foi mal interpretada pelos jornalistas na época. McQueen foi chamado de misógino e insensível ao mostrar as modelos com as roupas rasgadas na altura do seio ou da pelve, andando com cara de assustadas. Imediatamente, ficou a sugestão de que a coleção falava sobre o estupro – causando indignação até que ele explicou que tratava-se de um comentário visual sobre a invasão da Escócia pela Inglaterra. O final do show simboliza bem isso, com duas modelos andando ao mesmo tempo: uma agressiva, enigmática e segura e a outra fugindo, com seu vestido rasgado. A primeira representava a Inglaterra e a segunda, a Escócia.
Esses momentos estão abaixo, em 11 desfiles icônicos que marcaram a trajetória de Alexander McQueen e a história da moda.
The Highland Rape (Inverno 1995/96)
Joan (Inverno 1998)
Golden Shower (Verão 1998)
Number 13 (Verão 1999)
Merry Go Round (Inverno 2001)
Inverno 2003
Deliverance (Verão 2004)
Widows of Culloden (Inverno 2006) – holograma Kate Moss
The Girl Who Lived in a Tree (Inverno 2008)
The Horn of Plenty (Inverno 2009)
Plato’s Atlantis (Verão 2010)


De um vestido feito totalmente de carne crua (!!!), usado na premiação do Grammy em 2010, ao longo azul-claro de alta-costura Valentino inspirado em Judy Garland, para receber um Globo de Ouro neste ano, é impossível enumerar os looks memoráveis de Lady Gaga
AFP
Lady Gaga em quatro versões: Grammy 2010, MET Gala 2016, em evento da Revista ELLE em 2018 e no Globo de Ouro 2019
A cantora não cansa de surpreender e, como Madonna antes dela, revoluciona seu estilo a cada novo trabalho, utilizando a moda como poderosa arma de comunicação de sua personalidade e momento atual.

A aniversariante desta quinta-feira (28), nascida Stefani Germanotta em 1986 em Nova York, adotou o nome artístico quando começou sua carreira na música. Enquanto trabalhava para conquistar espaço em uma indústria concorrida, usava seus looks como forma de encarar a persona que criou, a cantora que estudou artes dramáticas por 10 anos – apesar de só termos conhecido seu talento como atriz recentemente no filme Nasce uma Estrela.
Divulgação
Bradley Cooper e Lady Gaga no filme "Nasce uma estrela"

Gaga disse que ter um alter ego foi fundamental para conseguir se soltar nos palcos e projetar a imagem que queria. Afinal, a moda pode agir como forma de expressarmos quem somos, mas também quem gostaríamos de ser.  
No início, suas roupas eram praticamente todas feitas sob encomenda por amigos estilistas e abusavam da criatividade. Os longos cabelos platinados com franja eram sempre acompanhados de um laço e óculos escuros. A maquiagem à la David Bowie era a favorita e fazia parte de uma época mais dance de sua obra.   
AFP
David Bowie é um dos ídolos de Lady Gaga. Ela homenageou o cantor no Grammy de 2016
Logo após, veio o momento artsy, quando seus looks pareciam quase instalações de arte contemporânea. Gaga abusou dos saltos esculturais de Alexander McQueen, shapes arquitetônicos e materiais inusitados. As maquiagens cada vez mais ousadas e as composições bem temáticas reuniam referências históricas e detalhes futuristas, tudo ao mesmo tempo. 
AFP
Lady Gaga no baile de gala do MET, em Nova York, em 2016
Musa de estilistas, Gaga estrelou campanhas para marcas como Versace e Tom Ford e nessa fase já começamos a perceber faíscas de um estilo mais polido e cool. Aos poucos, os anos 80 começaram a dominar suas inspirações e Gaga passou a explorar um lado mais rock’n’roll: couro e tachas compunham seus looks junto com meia-arrastão, camisetas de bandas, verniz e um ar biker chic. 
Em mudança constante, durante o último álbum, o celebrado Joanne, eis que surgiu uma Gaga mais suave, com toques western e o chapéu de cowboy em rosa millennial.  
AFP
Lady Gaga na turnê de divulgação do álbum "Joanne" em 2016
Finalmente revelando ao mundo mais um dos seus inesgotáveis talentos, ela introduziu sua versão movie star com looks dignos do sucesso da sua atuação na estreia do cinema: alta-costura, brilhos, plumas e detalhes requintados como capas e chapéus, lembrando os grandes nomes da Hollywood na era de Ouro.
A palavra-chave para definir essa fase é glamour. Além do vestidos incríveis desfilados pelos tapetes vermelhos, em outras aparições a alfaiataria impecável tomou conta, deixando transparecer o mood clean e mais sofisticado, mas jamais chato. 
Se o terninho é monocromático, ela opta por uma silhueta bem oversized. 
AFP
Lady Gaga foi homenageada como uma das mulheres do ano em evento da Revista ELLE em 2018
O vestido azul de conto de fadas é acompanhado dos cabelos tingidos no mesmo tom.
AFP
Lady Gaga no Globo de Ouro 2019
E tem ainda o vestido pink inteirinho de plumas, dando um efeito espetacular. 
AFP
Lady Gaga no Festival de Cinema de Veneza
Fã de excessos, Gaga desconhece o meio-termo e se compromete totalmente ao estilo adotado, garantindo resultados exuberantes sem nunca cair no lugar-comum.  
Apesar das inúmeras metamorfoses, uma coisa nunca muda: sua devoção à moda, sem jamais abrir mão da autenticidade e nem da capacidade de se divertir com o que veste. Mal podemos esperar para conhecer a próxima versão de Lady Gaga! 

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