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O dia começou assim, nublado e com muita cara de preguiça, sendo que somente no terceiro dia o corpo finalmente entendeu o horário de Verão mas senti bastante o cansaço do dia anterior, a saudade bateu e tive uma daquelas "homesick".  Na matéria anterior vocês acompanharam o quanto foi lotado de compromissos o nosso dia, pois isso, o roteiro foi um pouco mais light. A Vicunha Têxtil nos recebeu pela manhã e fomos no Banco de Tecido, depois do almoço, a noite continuamos a programação da Casa de Criadores.
O combinação escolhida para o nosso primeiro encontro com a Vicunha Têxtil foi total jeans. A calça jeans com spikes e flores bordadas com uma lavagem mais clara, blusa de veludo na cor vinho e uma jaqueta também de jeans mais claro.
 E os acessórios, a bolsa modelo construtivista colorida com sapato de estampa imitando o jeans.  Pulseiras, colares e relógio dourados e mudei a capa do celular para azul marinho.
A Vicunha é a maior indústria têxtil da América Latina, com 50 anos de experiência no mercado. Empresa de capital fechado e líder em diversos segmentos da indústria têxtil, atualmente conta com unidades nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo.
Mais de 30% da produção é destinada à exportação ou comercializada, através de subsidiárias na Argentina, Colômbia, Estados Unidos, Europa e China.
A Vicunha produz e comercializa índigos, brins, tecidos mistos e tecnológicos, malhas sintéticas e naturais, fibras e filamentos. Está entre os maiores produtores mundiais de índigos e brins, sendo responsável por cerca de 40% da produção nacional.
Assim que chegamos, entramos em uma sala com peças de Teares antigas, contando a história dos Teares e sua evolução. A professora Rosinha, deu nos lembrou sobre a história desses artefatos e sua importância. 
Tear Manual, totalmente feito em madeira, madeira com machado e enxó. Este tear desenvolvido na época de Maria I,
"A louca", mão de Dom João VI, pai de Dom Pedro I. Peça do século XIX por volta de 1800.
A Vicunha Têxtil mantém um showroom, localizado no Centro Corporativo da Vicunha, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, que foi idealizado, para proporcionar aos clientes uma experiência única, no desenvolvimento de suas coleções: pesquisas de mercado, exposições de coleções, atendimento personalizado e coordenação de moda em diversos segmentos. É um ambiente onde são apresentadas inovações e tendências, tudo alinhado com as informações relevantes do mundo da moda. O atendimento é feito com visitas agendadas e orientadas por profissionais da empresa.
 
Um pouco mais dos detalhes patches de borboleta e o detalhe na lateral com spikes na calça.

Francisco Gonzalez Coordenador de Marketing Customer Servise, recebeu a turma, para uma programada em uma apresentação sobre a empresa, depois poderíamos seguir para ter acesso ao showroom.

O cuidado e zelo que a Vicunha teve em preparar um apresentação recheada de surpresas é um ótimo exemplo de profissionalismo. O que me fez refletir e pensar que independente de não estarem atendendo um cliente, nos receberam como estudantes de moda (que não deixamos de ser clientes em potencial, assim que formados) da mesma maneira.

Todas as peças estão com uma TAG com todas as informações da peça, como: gramatura e a sua composição de fio.
Eu fiquei apaixonada por essa jaqueta 💖
Não pode deixar de reparar entre o mar de peças, o trench coat desfilado nas passalas da Casa de Criadores Edição 44, o estilista Igor Dadona e o seu  trench coat  com cores inesquecíveis.
Nas passarelas o trench coat foi uma sobre posição na calça listrada em azul.
A vicunha traz todos os tecidos tecnológicos e lavagens diferentes aos jeans.
Quem não acompanhou a novela O Outro Lado do Paraíso, com a Grazi Massafera dando um show de interpretação?! Uma das calças que seu personagem usou, a Vicunha foi a grande responsável pelo sucesso que fez depois da sua aparição.

Eu simplesmente fiquei lou-ca quando achei essa jaqueta que tem uma modelagem muito parecida com um blazer jeans, e por coincidência, tenho a mesma.
Todas as peças do showroom são trabalhados e cada detalhe da peça é de tirar o folego. 







Outros trench coat da Vicunha.
Aproveito para agradecer ao Francisco Gonzalez e respectivamente a Vicunha Têxtil, que além de nos receber muito bem, nos proporcionou uma manhã significativa e muito real sobre o mercado têxtil brasileiro. O tempo doado e as portas que vocês abriram foram sementes, que serão frutos de trabalhos relevantes.
 
No final desse encontro enriquecedor, Francisco Gonzalez, Coordenador de Marketing Customer e a equipe que nos recebeu super bem, tivemos uma foto de recordação.


O Banco de Tecido é um lugar onde todas as pessoas podem depositar seus tecidos. Sobras de suas criações, que ganham a chance de serem usadas em novas criações. 
E com eles desenvolvemos uma cadeia de produção mais sustentável. Recolocaram no mercado aqueles tecidos, que estavam sem uso em prateleiras ou estoques.
 Dão vida nova aos tecidos, que estavam esquecidos no fundo das gavetas. Liberam espaços, usam melhor o que já existe no mundo e com o aumento da vida útil do tecido, diminui o consumo dos recursos naturais do planeta.
Oferecem uma solução criativa para quem está buscando se adequar à Política Nacional Brasileira de Resíduos Sólidos. O Banco de Tecido é um sistema inclusivo e circular que transforma atores da cadeia têxtil, em usuários ativos. Interconectados, todos eles impulsionam um ciclo sustentável, com reflexos sociais, econômicos e ambientais.
No banco de tecidos alguns livros que valem a pena sobre a moda.


A organização da loja e a sua estrutura no geral com certeza um ponto positivo. 

Quem não concorda que acabei de ficar com 1,75cm?! 


Voltamos para Hotel mais cedo do que nos outros dias, pois tivemos a oportunidade de dar uma passada bem rápida no backstage do Casa de Criadores.  
 

O look para essa noite noite foi um vestido preto de veludo com um sobretudo rosa, bolsa preta com uma alça de spikes coloridos e salto schutz preto de veludo.


Felizmente conseguimos entrar e visualizar o backstage da Casa de Criadores, mas infelizmente, por medidas de segurança, não era autorizado tirar nenhuma fotografia ou filmagem no local, somente a equipe do evento.
 O espetáculo da terceira noite de desfiles ficou por conta dos estilistas: Sou de Algodão, Rober Dognani, Renata Buzzo, Igor Dadona e Isaac Silva.

Isaac Silva é estilista, baiano, e cheio de axé. Radicado em São Paulo há sete anos, com formação em Design e Gestão de Moda, também é Tecnólogo em Produção do Vestuário pelo Senai SP. Atualmente, desfila sua coleção homônima na Casa de Criadores e trabalha com desenvolvimento de produto para diversas marcas do mercado nacional.
O MAC , local onde aconteceram aos desfiles, conta com um terraço, que ganha vida ao dar espaço a essa vista do Parque Ibirapuera.


Mais detalhes do sobretudo rosa claro que foi o toque final na combinação.
Estão pensando que só eu caprichei no modelito?! As futuras designer de moda da minha turma escolheram looks cheios de personalidade.
Sou de Algodão trouxe o upcycling para as passarelas. Rober Dognani, Renata Buzzo, Igor Dadona, Isaac Silva.
Gabi Amarantes deu inicio aos desfiles e contagiou o público com a sua música. 
Gabi usou um vestido prata brilhante, acompanhando a bota over the knee, com um kimono de crochê preto longo.
 
Voltamos aos desfiles conceituais, esse foi de arrepiar!
Além do formado nada tradicional, os estilistas estavam finalizando a roupa de maneira bem rústica, com uma tesoura e usando poucos acessórios. 
A trilha sonora de ópera criou uma atmosfera muito peculiar. 
 

 Igor Dadona também desfilou e foi bem fiel a sua cartela de cores e seguiu o seu estilo, refletindo a personalidade da marca, em todos os detalhes.
Isaac Silva deu um verdadeiro show de talentos. 
O baiano mais que retado conseguiu traduzir a nossa cultura de orixás, em suas cores e significados, trazendo a emoção à tona.
No final, todos aplaudiram de pé e foi um The End pra lá de diferente.
Apesar de ter começado o dia com muita saudade de casa, me fazendo lembrar, que essa viagem também envolveu muito o lado emocional, o dia foi muito produtivo e inspirador. 
A palavra respeito traduz muito do que vi, repeito aos profissionais de todos os setores da moda,  respeito ao trabalho realizado em equipe, respeito a história e o empenho de cada, um para se estabelecer no mercado da moda. 
Fecho a matéria de hoje acrescentando que: estudar é importante, mas também compreender o que esta sendo dito é fundamental. 
Encontro vocês amanhã com mais um dia de desfile e conteúdos diferentes.

Super Beijos!!!




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