Slide

PUBLICIDADE 728X90

O Halloween tem tudo para ser mais uma oportunidade de dar vazão a looks fashionistas: afinal de contas, já vimos muitos famosos e anônimos fantasiando-se de Karl Lagerfeld ou Anna Wintour, levando para o dia das bruxas referências de ícones da moda que, com seus visuais tão marcantes, já se tornaram reconhecíveis bem além do universo da moda.
Cailtin Burke, diretora de estilo do e-commerce Moda Operandi, porém, expandiu o conceito de um Halloween fashionista no último fim de semana, ao dar o start nas comemorações da data fantasiada de ET glamurosíssima. A referência? A campanha de inverno 2018 da Gucci. Para replicar o visual das personagens, Caitlin lançou mão de um vestido de brechó (que, segundo ela, custou 20 dólares) e poderosos acessórios da casa italiana. O resultado? Divertidíssimo!
Caitlyn Burke, diretora de estilo do Moda Operandi, de ET da Gucci (Foto: Instagram Caitlin Burke/ Reprodução)
Para quem quer seguir os passos de Caitlin, misturando moda e diversão neste dia das bruxas, as campanhas de inverno 2018 e Cruise 2019 estão repletas de boas referências para fantasias: de ETs na Moschino a Marilyn Monroe drag queen na Prada, não faltam boas ideias que, com muita originalidade e criatividade, são sucesso garantido. Garimpe brechós para roupas com muita personalidade e preços mais acessíveis que você não terá pena de readaptar para a noite. 
A noiva gótica do Cruise 2019 da Gucci, que ganha um ar ainda mais dark graças a sua maquiagem, pode ser o ponto de partida perfeito para uma fantasia fashionista. (Foto: Divulgação)
A campanha de inverno 2018 de Marc Jacobs aposta em chapéus misteriosos, olhos soturnos e peças oversized que injentam um tom sombrio às cores mais vivas. (Foto: Divulgação)
Fantasiar-se de Marilyn Monroe pode ser lugar comum, por isso a versão drag queen da Prada pode ser o refresh perfeito ao look! (Foto: Divulgação)
Que tal misturar várias padronagens de xadrez e se fantasiar de Cher Horowitz versão Versace? (Foto: Divulgação)





kylie-jenner-e-stormi-webster-combinando-fantasias-halloween

Beyoncé só aparece no Instagram para lacrar! Todo ano, a cantora faz uma mega produção para o Halloween e, em 2018, não foi diferente. Ela escolheu se fantasiar de Toni Braxton, uma cantora e atriz americana que fez muito sucesso nos anos 2000. O que mais surpreendeu os fãs foi a caracterização perfeita da Queen B! Olha só:
Bey também mostrou a comparação das fotos originais para seus fãs e escreveu uma legenda incrível para Toni: “Enviando amor e adoração para uma de nossas lendas talentosas. Obrigada pelos incontáveis bops. Seu tom, sua beleza, seu alcance e seu talento dado por Deus são preciosos. Sempre te amando. Tenha um feliz dia das bruxas meus reis e rainhas“. 

Nada de look arrumadinho ou make muito produzido não. Elas escolheram personagens clássicos do cinema e se jogaram na vibe retrô do filme de comédia, Napoleon Dynamite. No sábado (27/10), Cami postou uma foto das duas e a comparação com os personagens originais, Pedro e Napoleon.
“Violeta, você está ficando… violeta!” Quem aí lembra dessa fala de A Fantástica Fábrica de Chocolate quando Violet Beauregarde come um chiclete que não deveria e começa a ficar com a pele violeta? O filme marcou a infância de muita gente e a maquiagem para o Halloween inspirada na personagem viralizou no Instagram! 
gif-Violet-Beauregarde
 (GIF/Reprodução)
As fantasias inspiradas em personagens da cultura pop fazem sucesso nessa época do ano, tanto que a da Sally, de O Estranho Mundo de Jack, é uma das mais buscadas no Pinterest e o tutorial de maquiagem mais popular do Youtube é do filme Divertida MenteNo Instagram, a febre da vez é o make da Violet! 

Tudo começou com a maquiadora britânica Ellie Addis, que decidiu reproduzir o visual de Violet para o Halloween depois que assistiu o filme com sua família. Ela só não imaginava que iria fazer tanto sucesso. O tutorial no Youtube passa de 900 mil visualizações e não demorou para outras pessoas postarem suas próprias versões no Insta! 

9 TIPOS DE "FANTASIAS" QUE, NA VERDADE, NÃO SÃO FANTASIAS
Muitos tratam essa questão como um caso de apropriação cultural, mas é muito menos complexo e polêmico que isso. É uma questão de sensibilidade. Ao final desta matéria, talvez você perceba que colocar um cocar de índio e fazer rabiscos na pele não sejam a melhor escolha.
1. Anne Frank
O tweet abaixo foi o estopim para o retorno dessa discussão. Homenagear aquela figura histórica que você tanto admira não é errado, porém é importante analisar o contexto em que essa pessoa viveu e o que ela representou. Anne Frank foi uma grota forte que sofreu muito durante o período nazista. Sua boina tinha um significado, assim como seu casaco e seu diário. Transformar toda a história da adolescente em mera fantasia é ofensivo para a cultura judaica.

2. Black face
Não, gente, não pode. Antigamente, muitos atores pintavam o rosto com tinta preta e isso não era visto como algo pejorativo. Contudo, com o tempo, os movimentos negros foram se fortalecendo e manifestando desagrado com relação a isso. Primeiro, porque um ator negro podia estar interpretando o personagem ao invés de pintarem o corpo de um ator branco. Segundo, que essa atitude vinha sempre acompanhada de uma zoação. Terceiro, eles estavam se apropriando da cultura afro para, muitas vezes, fazer piada ou transformá-la em uma fantasia. O mesmo vale para looks que ironizam diferentes tipos de cabelo, como o Black Power – que também é um movimento negro.

 (Reprodução/Reprodução)
3. Transexuais
Quando o mundo conheceu Caitlyn Jenner, não demorou muito para que lojas de fantasia lançassem roupas inspiradas na capa marcante da revista Vanity Fair, que mostra a socialite após a transição. Ou seja, os estabelecimentos pegaram um assunto seríssimo (identidade de gênero) e o transformaram em ~zoeirinha~. E se você acha que o fato de Caitlyn ser uma figura pública justifica, está enganada.

 (Reprodução/Reprodução)
4. Hitler 
Como se já não fosse ruim o bastante vestir-se de um ditador nazista, você o transforma em uma fantasia de casal em que sua parceira segura as cinzas da mãe de Anne Frank. Vamos por partes: você se vestir de Hitler ou de qualquer outro personagem machista, misógino e que tenha matado milhares e milhares de pessoas já é questionável (porque ou você está tirando zarro de algo que foi extremamente doloroso ou você está homenageando tal figura), você simular uma agressão sexual a uma mulher que está segurando as cinzas de uma mulher, ironizando os campos de concentração, só torna a coisa ainda mais assustadora. Not cool at all, dudes!

 (Reprodução/Reprodução)
5. Kim Kardashian sequestrada
Não é preciso nem dizer que não é nada legal e humano você brincar com um trauma que uma pessoa viveu, né? O fato de Kim ser uma pessoa pública, mais uma vez, não justifica.

 (Reprodução/Reprodução)
6. Índia, Havaiana, Baiana, Cigana, Odalisca…
… Ou qualquer outro símbolo religioso ou cultural. O problema aqui é bem parecido com alguns já debatidos acima, como nos tópicos Black Face e Anne Franke: você se apropria de uma cultura que, na maioria das vezes, não é sua e não representa para você nada além de uma roupas. O negócio só piora quando você sexualiza tais fantasias. Por exemplo, você pega a burka, um traje típico islâmico, famoso por cobrir todo o corpo da mulher, e faz alguns ajustes para deixá-lo sexy. O mesmo acontece com a temática “freira sexy”, por exemplo. Você não expõe só a mulher, mas os seus costumes.

 (Reprodução/Reprodução)
7. Terrorista
Ao usar trajes do tipo, você contribui para generalizar e estereotipar um povo. Nem todo muçulmano é terrorista e nem todo ato de terrorismo é praticado por pessoas que vêm do Oriente Médio.

 (Reprodução/Reprodução)
8. Mulher gorda
Fantasias do tipo contribuem para a gordofobia e ironizam uma condição física. Não precisamos nem dizer que só piora quando você é branca e se veste de uma mulher gorda negra, né? O mesmo questionamento acontece com o inverso, quando a pessoa usa uma fantasia que faz apologia à bulimia ou anorexia.

 (Reprodução/Reprodução)
9. Feminista fake
Além de fazer pouco caso de um movimento importantíssimo para a história das mulheres ao longo dos anos, você estereotipa e generaliza não só as feministas, mas toda a conquista delas e os problemas diários enfrentando pelas mulheres, como machismo, assédio, agressão, desigualdade e por aí vai.

 (Reprodução/Reprodução)
“Ah, mas e se a minha tataravó for cigana e eu quiser homenageá-la com uma fantasia?”. Essa questão de certo e errado depende muito da consciência de cada um. A pergunta que você deve sempre fazer para si mesma antes de usar uma fantasia é: (1) se eu estou minimamente incomodada com ela, será que não tem um porquê? e (2) ela pode ofender alguma pessoa, cultura ou religião?

Compartilhe o post com os amigos

Comente pelo Facebook!

Comente pelo Blog!

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *