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Marlon Teixeira para Torinno / Rafael Pavarotti

A marca de Luis Fiod estreou no SPFW com seu streetwear de luxo.
Como adiantamos hoje em uma entrevista com o diretor criativo, a coleção tem três pilares: floresta, campo militar e demolição; cada um gera um grupo de shapes e estampas.
A Torinno pode preencher um gap que existe para consumidores de todas as idades com espírito livre, que buscam por algo diferente e com qualidade e que não se contentam somente pelo arroz e feijão da moda masculina.
tori_lb_n46_001 Torinno- SPFW N46 out/2018 foto: Ze Takahashi/ FOTOSITE

Vale destacar o trabalho no couro, especialmente nas jaquetas e bermudas, como no segundo look, em Leo Picon, e no conjunto com acabamento metalizado e fundo laranja na área do bolso. São pequenos detalhes de corte e cor, mas que fazem toda a diferença.
Cores e estampas fazem parte do DNA da marca e neste desfile não foi diferente. Há um trabalho forte com tons ora sóbrios, ora acesos, e um destaque para a estamparia. De 46 looks, 14 são estampados, reforçando a aposta da marca em criar uma estética fora do lugar comum para o público masculino.
Torinno- SPFW N46 out/2018 foto: Ze Takahashi/ FOTOSITETorinno- SPFW N46 out/2018 foto: Ze Takahashi/ FOTOSITE
Em uma entrevista mais cedo, Luis celebrou o fato de que a Torinno tem agradado tanto homens quanto mulheres – e de fato, posso imaginar que isso aconteça. Eu mesma, passeando pelo Instagram da marca e até mesmo no desfile de hoje, vi jaquetas e calças que poderia usar tranquilamente. E é exatamente por isso que não consigo entender os looks femininos mostrados no desfile – há quatro deles (o último em Deborah Secco).
Quando a marca cria especificamente para a mulher, ela perde sua essência.  Tudo o que ela tem de diferencial se perde, pois passa a enxergar a mulher com um olhar antigo: vestidos mais justos, comprimentos curtíssimos e saltos altíssimos. Uma mulher poderosa, impecável e inatingível hoje parece fora de contexto, devido ao momento mesmo e todas as suas transformações. Se vale uma contribuição aqui, a Torinno pode seguir fazendo o que faz melhor – isso já é o suficiente para conquistar o público feminino. (Camila Yahn)

Torinno- SPFW N46 out/2018 foto: Ze Takahashi/ FOTOSITE

DIREÇÃO CRIATIVA
Luís Fiod
STYLING
Luís Fiod
DIREÇÃO DE DESFILE
Bill McIntyre
BELEZA
Max Weber
TRILHA
Max Blum
Torinno- SPFW N46 out/2018 foto: Ze Takahashi/ FOTOSITE

O que a Torinno traz de novo ao mercado? 
O mais importante é que é um produto que carrega estilo, feito com materiais legais. A gente fala streetwear de luxo, mas não significa que é inacessível, e sim tem a ver com estilo, refinamento, qualidade. Eu aposto em uma cartela de cor com muito mais ousadia, em estampas que é difícil alguém apostar no sentido de escala, então é um produto que vem mais embalado. Mas não confunda com modinha, são peças de memória. Não são roupas que você vê o tempo todo, por exemplo, você não vai encontrar fácil uma peça em couro laranja, e que ainda tem uma preocupação com shape, com acabamento… É aí onde a Torinno entra.
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No que você trabalhou para a coleção que será desfilada hoje?
Essa coleção tem três blocos do que pode ser entendido por inspiração: floresta, campo militar e demolição. A ideia partiu de uma foto que continha esses três elementos. Então tenho um contraponto de cores sóbrias e acesas, um azul marinho e um azul pique, o preto e o laranja, verde militar e verde abacate, é uma coleção de opostos. A floresta aparece nos shapes, em ítens de cobertura, um esporte pensado em floresta.
Temos duas estampas, uma que é um novo camuflado, que é um piso partido de madeira toda destruída e está aplicada nos nylons e tecidos inteligentes. A outra estampa é um piso de marchetaria colorido de uma maneira muito inusitado, um étnico futurista, e será usada nas peças de seda. Eu adoro ficar na mesa de corte cortando os encaixes das peças para formar as estampas.
Torinno- SPFW N46 out/2018 foto: Ze Takahashi/ FOTOSITE
O que desfilar no SPFW pode agregar para o seu negócio?
Olha, a Torinno nasceu redonda e tem sido bem recebida pelo mercado. Mas é uma conquista que vem acontecendo no boca a boca, no um a um, e que é muito bacana.   Mas o SPFW é uma vitrine que amplia e dá mais perspectiva. E também é uma forma de a gente conseguir avançar no sentido de escala, de abertura de mercado e de novas frentes.
Torinno- SPFW N46 out/2018 foto: Ze Takahashi/ FOTOSITE
Quem é o seu cliente? Existe um tipo de perfil para onde você mira quando começa a criar?
Desde o começo a marca atingiu clientes muito legais e já podemos dizer que temos uma comunidade de amigos da marca e pessoas que influenciam seus próprios nichos. Mas é um público muito heterogêneo. A gente atende homem e mulher de estilos e idades distintos, mas que têm como ponto em comum essa identificação com a Torinno. Por exemplo, tem uma roupa que foi usada pela Sabrina Sato, pelo Alok e pelo Pedro Andrade. Independe do gênero, do estilo e da idade.
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Em que canais é possível comprar a Torinno?
Nós vamos lançar nosso e-commerce próprio em breve, já está praticamente pronto. Acredite, colocar uma loja online no ar dá praticamente o mesmo trabalho de abrir uma loja física! Precisamos pensar em uma estratégia de lançamento e de como vamos operar esse negócio. Então, como somos uma equipe enxuta, resolvemos primeiro terminar o SPFW para então trabalhar na abertura do e-commerce. Mas nós vendemos bem em canais diretos como o Instagram e também em eventos em que somos convidados por multimarcas espalhadas pelo Brasil.

Torinno- SPFW N46 out/2018 foto: Ze Takahashi/ FOTOSITE

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