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Carol Trentini com look de Alta Costura da Chanel / Reprodução IMS
Quem gosta de fotografia não pode perder a nova exposição do Instituto Moreira Salles, em São Paulo. Irving Penn: centenário é um panorama da produção do fotógrafo americano que é um dos principais nomes da fotografia do século
São mais de 230 fotos feitas ao longo de quase 70 anos de carreira que foram exibidas pela primeira vez no Metropolitan Museum de Nova York. A retrospectiva também passou pelo Grand Palais, em Paris, e pelo C/O Berlin antes de chegar por aqui.
Irving Penn (1917-2009) fotografou muito para marcas e revistas de moda. Uma das fotos da mostra, inclusive, é de Carol Trentini, que certa vez comentou comigo que ele era um gentleman e adorava fotografar com ele. Mas ele também ficou conhecido por seus retratos (YSL, Schiaparelli, Picasso…), suas fotos de natureza morta e nus.
No IMS, a mostra é dividida em 12 eixos temáticos. Na sala inicial, estão seus primeiros trabalhos, incluindo imagens coloridas de natureza-morta feitas para a Vogue. Segundo o fotógrafo, esses objetos eram “seguros e fáceis de controlar”, sendo um primeiro passo rumo à produção de retratos.
Em 1947, sob encomenda da Vogue, ele começou a fotografar intelectuais que viviam em Nova York. Esses retratos, presentes na segunda sala da mostra, foram feitos em um cenário pouco convencional: um canto estreito, formado entre dois tapumes. Acuados nesse pequeno espaço, os modelos hesitavam, mas Penn os estimulava a improvisar, “sabendo que acabariam se revelando ao tentarem acomodar seus corpos, egos e expectativas à estrutura”, como conta a curadora Maria Hambourg. Essa série acabou se tornando uma das mais famosas de sua carreira e conta com retratos de Igor Stravinsky, Marcel Duchamp, Alfred Hitchcock e Truman Capote.
Truman Capote / Reprodução IMS
TRUMAN CAPOTE / REPRODUÇÃO IMS
Outro destaque da mostra são suas fotos de moda. Em 1950, Penn registrou a alta-costura parisiense em imagens simples, que dispensavam os cenários grandiosos. Nas famosas fotos da coleção de outono de 1950, também se destaca a presença de Lisa Fonssagrives, modelo experiente e ex-bailarina, com quem Penn viria a se casar. Para conceber essa série, Penn adotou como fundo uma antiga cortina de teatro que, estendida no chão e encurvada na vertical, gerava uma ambientação neutra. Ele gostou tanto das cortinas que passou a usá-las em outros trabalhos. Marca da produção de Penn, o fundo original está na mostra no IMS.
Penn também criou obras que questionavam os padrões de beleza. Em sua série de nus femininos (1949-1950), ele voltou ao tema clássico da pintura, retratando o corpo como forma. Nas imagens, que na época foram mal recebidas, prevalecem os corpos de grandes medidas, representados de forma quase abstrata. Tem um retrato desses com Gisele, certamente uma das fotos mais lindas da carreira da modelo.
Entre outras obras, a retrospectiva também reune diversas edições da Vogue, exibidas em vitrines. Haverá ainda um cenário de canto, similar ao utilizado por Penn em seus retratos.
A curadoria é de Maria Morris Hambourg, curadora independente, e de Jeff L. Rosenheim, curador do departamento de fotografia do Met. A exposição é orgaizada pelo MET em colaboração com a Fundação Irving Penn.
Irving Penn: centenário
Até 18 de novembro
Horário de funcionamento: de terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 10h às 20h. Nas quintas, até as 22h.
Entrada gratuita
IMS Paulista
Avenida Paulista, 2.424

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