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Criação da holandesa Iris van Herpen / Reprodução





Com as tecnologias presentes no dia a dia das pessoas e das empresas, um novo aparato vem oferecendo maiores possibilidades ao processo de criação: é a impressão 3D no mercado da moda.
No mundo da moda, muito se investe em estudo de materiais, estilos e movimentos de nomes reconhecidos mundialmente para conceber algo diferente, que provoque o interesse do cliente. Ser criativo, arrojado e antenado a tendências, além de prezar por estilo e conforto, são características esperadas de um designer de moda. Veja nesse post como você pode inovar no seu mercado e trazer itens únicos fazendo uso de tecnologia 3D! Confira:

A importância da inovação tecnológica no universo da moda

Por meio da inovação, estilistas se beneficiam com a liberdade de criação e ótimas condições para deixar a imaginação fluir. É possível experimentarem novos formatos, espessuras e texturas de material para moldar as peças finais, que já nascem com o valor agregado de serem exclusivas.
Assim como em outros ramos de negócios, a moda pode ter sua cadeia produtiva completamente transformada pelo uso de tecnologias como a de impressão em 3D, ganhando tempo e dinheiro.
Tempo, porque esses equipamentos permitem a construção de protótipos rápidos, para testes de modelagens e mistura de materiais.
E dinheiro, porque os projetos virtuais viram objetos impressos que permitem a avaliação para o aperfeiçoamento antes da fabricação definitiva, reduzindo as possibilidades de falhas e desperdício de material causado por várias iterações, por exemplo.

Como a impressora 3D está transformando o processo de criação na moda

Independente da área de aplicação da tecnologia de impressão 3D, que já está presente na educação e acessibilidade, na medicina, na engenharia e em várias outras frentes, a tecnologia tem se mostrado uma ferramenta poderosa na validação de produtos e potencialização de processos criativos, o que no mundo da moda significa empoderar o artista e lhe dar as ferramentas necessárias para tornar seus designs mais ousados e outrora impossíveis em algo real.
Além  de moldes e gabaritos físicos (que podem ser produzidos em impressão 3D), tesoura, linha e máquinas de costura, a criação em moda já pode contar também com impressoras 3D, que se utiliza dos materiais termoplásticos ou foto-polímeros.
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A impressão 3D trás novas possibilidades de incorporar novos materiais à seus designs.
Assim como em outras áreas cuja tecnologia já está presente, como na educação e acessibilidade, na medicina, na engenharia, o princípio da produção é o mesmo: o da  manufatura aditiva, da qual sai um objeto tridimensional construído camada a camada, sem desperdício de materiais.
O resultado é a impressão de peças com forma, dimensão e profundidade, em questão de horas. O diferencial dos itens produzidos para o mercado da moda é que podem utilizar materiais com diferentes atributos, como os flexíveis por exemplo, que dão maleabilidade e caimento às roupas.
A modelagem em 3D é feita pelo usuário diretamente em programas específicos, após isso, basta inserir o modelo digital nos softwares que acompanham a impressora, e ela irá preparar a peça para impressão e conduzir a máquina 3D para que ela complete o trabalho. Os projetos de moda podem ser iniciados do zero ou a partir de um molde inserido no programa de modelagem por meio de um scanner 3D.

A impressão 3D já produziu criações de sucesso no mercado da moda

Nesse contexto de revolução do mundo da moda, a tecnologia de impressão 3D vem conquistando espaço e ingressando nas passarelas.
Marcas consagradas mundialmente como Chanel e Versace já estão inserindo as impressoras 3D em suas criações, assim como algumas marcas brasileiras também estão vislumbrando possibilidades de inovar.
No caso da Chanel, grife francesa, a coleção de inverno de 2015 foi lançada com um desfile de dez peças inteiramente impressas em 3D, cujo laser derreteu os materiais e os acomodou em camadas, conforme direcionado pelos moldes realizados previamente. Para o acabamento, algumas peças foram pintadas e bordadas.
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A francesa Chanel trás inovação e tecnologia em seus modelos assistidos por impressão 3D na coleção Chanel Couture 2015.
Já a marca italiana Versace misturou peças impressas em 3D com materiais tradicionalmente usados na confecção de roupas, como detalhes em crochê.
E não pense que o mercado brasileiro ficou para trás nessa não! A marca Audaces de Santa Catarina, aliada das máquinas da Wishbox, vem inovando no mercado trazendo um software de visualização de modelos antes que estes sejam confeccionados, e tem mais, o software pode ser utilizado para se obter um modelo em 3D pronto para ser impresso, confira na reportagem coberta pela RBS TV.
Vídeo:

O Audaces 3D consiste em uma aplicação que simula os tecidos, cortes e até mesmo texturas em manequins virtuais. Testes de diversas naturezas podem ser aplicados aos modelos, como por exemplo um teste para ver se o caimento da roupa está adequado.
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Crie e teste modelos piloto a fim de alcançar o design perfeito!

Joias e acessórios: do projeto ao produto em poucos passos.

A impressão 3D chega também ao mercado de joias com a premissa de revolucionar a criação, fundição e produção das peças, tornando o processo mais simples e com maior fidelidade na peça final.
Para o desenvolvimento dessas peças, se utiliza a impressão por SLA e uma resina específica para este segmento, que possuí como diferencial evaporar quando exposta a altas temperaturas, permitindo a criação de moldes de alta fidelidade. A resina é conhecida como castable e possibilita o processo de criação de um molde em gesso, ou seja, ela deixa exatamente a cavidade do projeto impresso em 3D no gesso, para que assim possa ser depositado metal fundido, dando a forma do objeto.

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Quer saber mais sobre este processo? veja o post “Aprenda como utilizar a impressão 3D para criação de joias

O futuro da moda com certeza será impresso em 3D

À medida que esse novo paradigma de produção for se estabelecendo na indústria da moda, a tendência é que as possibilidades se ampliem e que estilistas e designers possam realizar seu trabalho até mesmo dentro de casa.
E essa facilidade não é restrita ao mundo da alta costura ou de criadores profissionais: estudantes e pessoas interessadas ou que trabalham com produção de peças de roupas e acessórios terão acesso a esse tipo de equipamento e materiais, que tendem a ter seu custo reduzido com a popularização da tecnologia.
Um outro dispositivo auxiliar nesse novo modelo de produção também estará cada vez mais presente nos ateliês e fábricas: É o scanner 3D, que permite mapear a anatomia do corpo do cliente para que peças exclusivas sejam produzidas sob medida para maior ajuste e conforto.
Daí surgirá um novo paradigma para competir com a compra de peças em pronta-entrega: voltaremos à prática de encomendar nossas novas aquisições em termos de vestimenta.
Assim como diversos mercados, o da moda já precisa se adaptar às possibilidades das novas tecnologias e incorporar o que de melhor elas podem oferecer. A indústria de roupas e acessórios será transformada e deverá repensar seu modelo de negócio, investindo em inovação e não subestimando o impacto dessa tecnologia no mundo da moda.
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A impressão 3D pode transformar para sempre a forma como consumimos artigos de moda.
A impressora 3D pode parecer um passe de mágica, mas esse tipo de artifício não é um faz de conta: é um faz de tudo! Com modelagens criadas em softwares de computador e alguns poucos cliques, é possível construir de suvenir a roupa e de cadeira a joia. Ou até produzir uma nova tattoo. Na moda, alguns nomes levaram peças feitas com a máquina para a passarela e Hussein Chalayan e Iris Van Herpen inventaram uma linguagem própria de shape arquitetônico com ela. A Chanel e a Atelier Versace também já se encantaram pelo aparelho e a última fez um vestido de gala para a atriz Kate Hudson usar no baile do Met. Já no caso do coletivo francês Appropriate Audiences, a máquina vira um braço robótico que tatua linhas perfeitas.
As invenções são múltiplas, com processos e materiais variados. Para produzir o editorial Tink Print Wear, por exemplo, recorremos à impressão em pó cerâmico. Nossa equipe de moda foi ao PrintMe 3D (printmeminiaturas3d.com.br), em São Paulo, onde cada um dos sete looks vestidos pela modelo Katia André foi escaneado em uma cabine composta de 115 máquinas fotográficas. As imagens foram transformadas em algoritmos e depois impressas em cerâmica e retocadas com resina. O resultado foram as miniaturas de 15 cm, que fotografamos para o editorial.
Roupas Feitas com Impressora 3D Crochê com tecido 3D da Ohne Titel.
Crochê com tecido 3D da Ohne Titel. (/)
Mas não é só para designers que gostam de pirações que a impressora serve. A estilista Danit Peleg e a dupla Flora Gil e Alexa Adams, da Ohne Titel, por exemplo, criam novos tecidos, que são adicionados a materiais tradicionais, e dão um up em técnicas antigas, como a do crochê. “O filamento da impressão geralmente é de plástico. Mas, dependendo de velocidade, temperatura e intensidade usadas, é possível conseguir um tecido mais maleável ou mais rígido”, conta Renata Portelada, da Lab for Architectural Singularity, de São Paulo. Ela faz parcerias com designers como Luisa Veloso, que viu na máquina a maneira mais fácil para a execução de joias muito complexas.
“Lá fora, você pode mandar arquivos para empresas como a Shapeways.com, que envia o objeto pronto para o Brasil, impresso até em ouro e prata”, conta o designer e arquiteto Henrique Stabile, que usa a impressão 3D para produzir os protótipos que apresenta a seus clientes. Em território nacional, Henrique recorre a empresas como a paulistana Garagem Fab Lab, espaço que, com hora marcada, deixa a impressora livre para quem quiser brincar. “Basta modelar o produto em um sofware como o Rhinoceros, aplicar a programação em cima da base desenhada e imprimir o arquivo”, explica Stabile. Quem quiser ajuda para produzir deve procurar um designer de produto, o profissional com experiência nesse tipo de processo.
Roupas Feitas com Impressora 3D
 (/)
Ainda por aqui, outras empresas prestam o serviço e algumas delas até ajudam no processo de transformar a ideia em algoritmo e depois em objeto real, como a 3D Criar (3dcriar.com.br), a Prototype 3D (prototype3d.com.br) e a Stratasys (stratasys.com), de São Paulo, e a Cliever (cliever.com.br), de Porto Alegre. Deixe a sua imaginação rolar!

Em 2013, o Goldman Sachs nomeou a impressão 3D como uma das oito tecnologias que irão acabar com a maneira como trabalhamos. Já existem áreas que estão completamente envolvidas com essa tecnologia, como a da saúde que, nos EUA por exemplo, produz mais de 90% de seus aparelhos auditivos via 3D, entre milhares de outros produtos. A arquitetura também está à frente desse novo fenômeno – no youtube, há vídeos com casas sendo impressas digitalmente.
Mas e na moda? Muito já está acontecendo nessa indústria e, com ainda mais sucesso, na de calçados. Marcas gigantes como Adidas já lançaram produtos que têm partes impressas digitalmente, como o Futurecraft 4D. Do outro lado, há jovens designers que têm se especializado nesta tecnologia, como Danit Peleg, que veio ao Brasil em 2015 para participar do festival de tecnologia e moda WeAr, e hoje uma das maiores especialistas mão na massa em impressão 3D na moda. Ela faz parte de um grupo que pensa e experimenta há alguns anos, produzindo em casa, vendendo e dando acesso a informações como criação e softers para criação de moldes. No meio do caminho há estilistas como Iris Van Herpen, que tem baseado o lado mais experimental de seu trabalho na impressão de roupas tridimensionais e escandalosamente lindas.
É um novo mundo que se abre e que vai causar muitas mudanças em todo o sistema de trabalho. A quantidade de coisas que já estão sendo construídas assim é enorme, assim como a quantidade de conteúdo útil e aberto para quem quer começar a experimentar com a impressão 3D ou simplesmente se informar – e há muitas iniciativas legais no Brasil.
Adidas Futurecraft 4D / Reprodução
ADIDAS FUTURECRAFT 4D / REPRODUÇÃO
Por isso, preparamos um especial que será dividido em três partes. Neste, que é o primeiro capítulo, vamos fazer uma introdução mais didática e resumida com os principais pontos sobre o assunto. No segundo (segunda-feira, 13.08) vamos trazer informações para quem quer colocar a mão na massa: os softwares abertos, as técnicas possíveis, os equipamentos e fios disponíveis, fornecedores de filamentos, possibilidades e um banco de artigos open source para você fazer download e imprimir. E na terceira parte (terça-feira, 14.08), vamos publicar uma lista com diversos links para você se informar, ver o que já está sendo feito, quem faz, os grupos de discussões e os sites especializados.
Este especial foi preparado com a colaboração de *Renan Serrano, expert em inovação na moda, CEO da startup visto.bio, onde parte é plugada no laboratório de inovações têxteis da USP e parte na comunidade pública de moda e tecnologia transparencia.me.
Pontos fortes x pontos fracos
Pontos fortes: Um dos melhores pontos é a contenção do desperdício, já que você injeta na máquina o material necessário para aquela quantidade de impressão, ou seja, é um super aliado a sustentabilidade. E não há limites quando pensamos em impressão 3D: tudo pode ser feito.Podemos ser tão complexos e detalhistas no tridimensional o quanto quisermos, e sem costuras. E com a tecnologia evoluindo cada vez mais, logo veremos sua adoção por empresas não só grandes, mas pequenas também. “Estamos vendo possibilidades de novos materiais, o custo das impressoras industriais estão baixando e sua velocidade aumentando”, diz Scott Paul, presidente da Alliance for American Manufacturing. “Você não irá substituir os maquinistas e operadores, apenas pedirá que eles aprendam uma habilidade diferente da que estão acostumados”.
No futuro, as marcas não precisarão de estoques grandes e não haverá a necessidade de todos aqueles produtos que ficam meses nas prateleiras esperando que alguém os leve pra casa. Quem já não foi em loja e não encontrou uma roupa ou um sapato no nosso número? Daí a vendedora logo pergunta: quer que eu veja se tem em outra unidade? Pois a loja terá uma impressora lá mesmo que vai imprimir o item na hora para você. Ou ainda, vender um molde online para você imprimir em casa (isso já acontece).
Pontos fracos: o que ainda segura a evolução da impressão 3D na moda é que as máquinas só aceitam materiais que, no final do processo, saem como formas sólidas, então, por enquanto, você não vai conseguir imprimir uma camiseta de algodão em casa. Por conta disso, as peças que estão surgindo produzidas inteiramente numa impressora digital têm uma estética similar: os tecidos parecem duros, sem muita maleabilidade ou conforto e as roupas são quase sempre vazadas.
Além dessa questão, se você é um jovem designer ou uma marca pequena, não é fácil ou barato trabalhar com impressão digital. A jaqueta que Danit Peleg faz e vende online, leva 100 horas para ser impressa. Muitas vezes você precisa de mais de uma máquina para conseguir trabalhar direito.
Algumas iniciativas de marcas/designers pequenos
Andreia Chaves
andreia-chaves
Designer brasileira de sapatos baseada em Londres e uma das pioneiras em impressão 3D. Bjork, Lady gaga e Rihanna já usaram suas criações. Em 2011 ela criou uma série chamada Invisible Shoes em parceria com o estúdio de Amsterdam Freedom of Creation. Aqui tem uma entrevista que fizemos com ela em 2013.
Startup da brasileira Bia Barbosa de bijuterias impressas em 3D. A ideia surgiu do princípio de criar peças singulares gerando pouco resíduo. @weme3d
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Outra pioneira no assunto, a israelense não só faz as roupas, mas também ensina em workshops, faz muitas palestras pelo mundo e vende um modelo de jaqueta impressa tridimensionalmente por US$ 1.500. No site, você acompanha todo o processo, escolhe as cores, pode escolher um nome ou palavra para ser impresso na peça, é muito legal. Além de participar do festival aqui, ela também veio para a abertura dos Jogos Paraolímpicos do Rio para vestir a atleta Amy Purdy.
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Designer hi-tech holandesa, Anouk combina ciência, tecnologia e moda para criar peças que vão muito além da tecnologia 3D. Suas peças podem vir com sensores corporais que checam níveis de stress e ansiedade, com uma extensa pesquisa sobre como podemos interagir com o mundo ao nosso redor através de nosso guarda-roupa. Entre seus clientes estão marcas como Adidas, Swarovski e corporações como Google e Microsoft.

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Também holandesa, Iris está entre as mais brilhantes estilistas de sua geração, também pioneira no uso da impressão 3D, colaborando com grupos de arquitetos, cientistas e estudiosos na construção de cada coleção. Ela desfila na semana de Alta Costura em Paris, o lugar perfeito para suas criações complexas e que empurram a moda para frente.
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Marca espanhola da dupla Ane Castro Sudupe e Núria Costa Ginjaume. Tem produção 3D feita em Barcelona usando como principal material o Filaflex. Até o zíper é produzido digitalmente.
fkyprint
Sneaker da Nike feito por uma impressora customizada para a Nike. Através de uma impressão de alto desempenho, a Nike é capaz de se mover com precisão ainda mais rápido: a prototipagem é 16 vezes mais rápida do que em qualquer método de fabricação anterior. Veja abaixo um vídeo que mostra parte do processo:
suzanne-2
Suzanne se posiciona como “knit researcher e footwear innovator”, unindo a sabedoria do 3D com o tricô feito em máquinas. Vale seguir seu perfil no Instagram, com fotos lindas cobrindo todo seu processo.
Quanto custa uma impressora 3D?
Uma das impressoras de impressão doméstica com qualidade profissional é a Witbox 2, que custa € 1.770. A Amazon já tem uma área que vende impressoras de preços variados e peças específicas. Aqui vai apenas um teaser de como funciona, mas na terceira e última parte deste especial sobre impressão 3D nós vamos fornecer muitos links e informações sobre as impressoras.
Fique de olho!
O site 3Dprint.com, especializado no assunto, está por trás dos eventos Inside 3D Printing, um dos maiores do mundo. Eles têm uma edição marcada para acontecer em São Paulo em junho de 2019 e irão abordar todas as áreas de impressão 3D, como arquitetura, medicina, joalheria e moda.

*Renan Serrano é formado em moda e abriu mão da carreira de estilista na marca Trendt.co após identificar que a maior parte do impacto ambiental de uma roupa está nas mãos do usuário. Hoje está por trás da startup visto.bio, onde parte é plugada no laboratório de inovações têxteis da USP e parte na comunidade pública de moda e tecnologia transparencia.me
FFW: Agradecimento especial à Joy Pires e à comunidade do transparencia.me, que inspirou e informou sobre muitas iniciativas bacanas para este artigo.


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