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Kolinda Grabar-Kitarovic presidenta da croacia
Copa da Rússia
Existem espectadores da Copa da Rússia que não passaram desapercebidos. Um deles é a presidenta croata, Kolinda Grabar-Kitarović, a quem veremos de novo no domingo na final de sua seleção contra a França. A presidenta croata conquistou a todos com a sua simpatia, com os seus gestou humanos e próximos ao público.
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 Voou à Rússia de classe econômica, viu da arquibancada como qualquer outro torcedor a partida das oitavas de final contra a Dinamarca, e não hesitou no momento de se levantar no camarote para comemorar um gol nas quartas enquanto o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, olhava para o outro lado.
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Grabar-Kitarović perdeu a partida das semifinais contra a Inglaterra porque precisou comparecer à reunião da OTAN em Bruxelas, mas não perdeu a oportunidade para promover sua seleção. 
Em fotos que publicou no Twitter a presidenta aparece presenteando a camiseta de quadrados vermelhos e brancos da seleção a seu homólogo norte-americano Donald Trump e à primeira-ministra britânica Theresa May. Explicou à imprensa que não pôde ver a partida pela televisão, mas que acompanhou o decurso do jogo durante o jantar oficial com os outros líderes da aliança militar.
Quem imaginou que as mulheres não estariam administrando grandes cargos? Dançou e feio! Pois nessa Copa a Croácia teve sim uma representando feminina que ajudou a seleção a chegar a final do campeonato. 
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Kitarovic teve audiência com o líder mundial da Igreja Católica, religião que pratica. A presidente croata conversou com o Papa em espanhol, pois aprendeu a língua durante período de estudos na Universidade de Zagreb e estadas no país, trocou presentes religiosos e por fim entregou uma camisa da seleção nacional com seu nome em croata, "Papa Franjo".Andrew Medichini/ANSA
Kolinda Grabar-Kitarović
Kolinda, que tem 50 anos, foi a primeira mulher a assumir a presidência da Croácia e a quarta líder desde que o país conquistou a independência da extinta Iugoslávia, em 1990. Em 2017, a revista Forbes considerou ela a 39ª mulher mais poderosa do mundo.
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Eleita pela União Democrática Croata (HDZ, na sigla em croata), o principalpartido conservador de direita do país, ela terminou em segundo lugar no primeiro turno das eleições de 2015, atrás apenas do então presidente de centro-esquerda Ivo Josipović, que buscava a reeleição. No segundo turno, venceu a disputa com a pequena margem de 1,48 ponto porcentual de diferença – um resultado surpreendente, uma vez que a maioria das pesquisas eleitorais indicava que Josipović tinha apoio suficiente para vencer com mais de 50% dos votos logo no primeiro turno.
Resultado de imagem para Kolinda Grabar-KitarovićApós assumir o cargo, Kolinda teve de deixar a legenda, uma vez que a legislação croata estabelece que o presidente não pode ocupar outros cargos políticos ou possuir filiação partidária enquanto estiver no poder.
Nascida em 29 de abril de 1968, na cidade portuária de Rijeka, então parte da Iugoslávia, a líder croata tem um extenso histórico de posições importantes que assumiu antes de se tornar presidente. A mais recente foi na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), na qual atuou como Secretária-Geral Adjunta para a Diplomacia Pública de 2011 a 2014.
Antes disso, atuou como embaixadora da Croácia nos Estados Unidos de 2008 a 2011, durante o governo de Josipović. Ela também já assumiu os cargos de Ministra dos Assuntos Europeus, de 2003 a 2005, e de primeira-ministra dos Negócios Estrangeiros e da Integração Europeia, de 2005 a 2008.
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Neo-nazismo

Apesar de ser considerada conservadora e de direita, Kolinda é conhecida por ter posições mais liberais em relação a igualdade de gênero e direitos humanos. Durante a etapa de debates eleitorais antes de ser eleita, a presidente defendeu a legalização do aborto por considerar que “é uma liberdade de escolha” da mulher.
Ainda assim, levantou polêmica ao posar para uma foto segurando a bandeira da Croácia do regime pró-nazista conhecido como Ustasha, na II Guerra Mundial, que perseguiu e matou centenas de milhares de sérvios, judeus, ciganos e antifascistas no país. A imagem foi tirada em uma viagem da presidente ao Canadá, em novembro de 2016, e postada no Facebook por um usuário croata que vive em terras canadenses e aparece ao lado de Kolinda na foto.
A presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic, posa para foto durante viagem ao Canadá, em 2016, com uma bandeira carregando um símbolo do regime pró-nazista do país durante a guerra. (Facebook/Reprodução)

Em janeiro daquele ano, o governo de Kolinda também havia nomeado como ministro da Cultura o fundador do partido de ultra direita Neovisni za Hrvatsku(“Independentes pela Croacia”, em português), Zlatko Hasanbegovic. Descrito pelo Centro Simon Wiesenthal como um “fascista”, Hasanbegovic chegou a dar declarações afirmando que a história e a cultura antifascistas da Croácia eram “uma frase vazia” sem relevância constitucional. Desde que fundou seu próprio partido, porém, enfatizou que a legenda é antifascista.O escritório da presidente ignorou o incidente, insistindo que não havia “nada de questionável” sobre isso. Ainda assim, o episódio gerou críticas nas redes sociais, uma vez que o brasão utilizado na bandeira, apesar de apresentar cores similares, é notavelmente diferente daquele adotado após o fim da guerra.
PONTO DE VISTA:

 No nosso ponto de vista, o fato dela representar a força feminina de forma tão positiva é admirável e merece o nosso respeito. Apaixonada por futebol, ela acompanhou quase todos os jogos da seleção croata in loco, uniformizada, de forma frenética, em pé, sofrendo, aplaudindo, deixando de lado os protocolos. No resumo desse capitulo, o mundo foi apresentado a presidenta da Croácia Kolinda e essa Copa ganhou uma história de emoção que vai chegando ao fim nesse domingo,15/07, com a grande final entre França e Croácia.





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