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Falar da moda e sobre ela é algo muito prazeroso. Estudá-la mais amiúde e de perto e muito emocionante. Conhecer mais sobre a sua história e evolução é uma experiência fascinante, que tocou o meu coração. 
Tive o prazer, a honra e a satisfação como Editora, Colunista e Jornalista de Moda, de conhecer em Canela, no Rio Grande do Sul, no dia 19/02/2018 o Museu da Moda. Descobri este espaço, onde se respira lindamente os passos da moda, um privilégio, que poucas vezes senti e procurarei retratar e compartilhar com fidelidade, mediante esta matéria especial impactante, comentando novos ensinamentos que adquiri. Esta será a primeira matéria especial sobre Gramado e Canela da saga que estou preparando, para as leitoras, que nos acompanham.
Felizmente consegui visitar este ilustre museu, antes que fechasse suas portas, por conta de 2 semanas de férias simultâneas, juntamente com outros pontos turísticos, destas duas cidades, que fazem uma parada estratégica, durante a baixa temporada.

SURGIMENTO DO MUM:
No ano de 1969, a estilista Milka Wolff inovou ao abrir em Porto Alegre sua confecção de peças finas e sofisticadas. Mais de 40 anos depois, com a experiência de ter produzido para muitas passarelas, agora ela lançou moda novamente. Torna reais as roupas que vestiram gerações e que até então eram vistas, estudadas e copiadas somente das páginas dos livros ou da tela do cinema.
Tendo começado a confeccionar suas próprias roupas aos 14 anos, Milka chega aos 76 realizando uma de suas maiores obras com os tecidos. O retrato da história da moda não se encerra, contudo, com a abertura do museu.
Nascida em Bagé, Milka se mudou para Porto Alegre na adolescência e adotou a cidade como sua. Aos 14 anos, fez seu primeiro curso de corte e costura. A partir de então, começou a confeccionar suas próprias roupas. Foi aos 21 que abriu sua primeira loja na Capital, a Petit, especializada em moda para bebês e crianças até 12 anos. Sete anos mais tarde, atenta à carência de confecções de luxo, inaugurou a própria empresa. Dos quatro funcionários da época, a confecção com a marca Milka cresceu.
Milka Wolff estudou e trabalhou na confecção das peças do Museu da Moda por dois anos e contou com a ajuda de uma equipe de 20 profissionais 
 Museu:
Ingresso do MUM:
Entrada do Museu: 
 Muitas obras de arte do MUM foram feitas por Juan Motta, que é natural de Mendoza, Argentina. Sua vocação pela criação artística como forma de expressão fez com que desenvolvesse o estudo de diversos materiais, chegando ao vidro e sua aplicação em vitrais, como ele fez com esse manequim:
 Logo na entrada do Museu:
 Muitos recados deixados para Milka: 
 Vestido feito por alunos da Faculdade Feevale, que retratam o filme "E o vento levou".
Texto contando um pouco sobre o trabalho de Milka: 
 A nossa jornalista e a nossa Modelo aproveitaram pra deixar um recado no livro de lembranças:
 Nossa modelo Iana ao lado de roupas clássicas.
Vídeo mostrando o interior do MUM:
 Essa gaúcha muito educada e simpática nos recebeu, dando as boas vindas e contando um pouco da história e da jornada de Milka.
A clássica foto no espelho não poderia faltar, já que o banheiro era tão elegante!
 
 A nossa Editora, Jornalista e Colunista Noeli usou um vestido longo com listras douradas, jaqueta marrom com pele, cinto marrom e bolsa construtivista.
Nossa jornalista ao lado da roca.
Nossa jornalista ao lado da Rainha da França, Maria Antonieta. Momento de muita emoção, quando ela não segurou as lágrimas.
Ao lado de revistas que contam a história do MUM.
Nossa Modelo Iana usou uma calça jeans clara com moletom prateado brilhante, bolsa preta de franjas, bota brilhante com salto tratorado.
Ao lado da roca de fiar, que é  o nome que recebe uma máquina que permite filar (reduzir uma fibra a fio). Este dispositivo dispõe de uma vara que finaliza num cabeçal onde a fibra se enrola. Graças a uma roda, uma manivela (ou um pedal) e um suporte que gira, pode-se realizar o filamento.
Na frente dessa belíssima porta com vitrais. 
Vitória usou uma calça jeans clara, camisa estilo cigana de abacaxi, moletom cinza e tênis branco.
Vitória ao lado da pirâmide egípcia.
Embaixo do leque da época dos babilônicos.
Na frente do espelho da entrada do Museu:
Na frente do look maravilhoso da Rainha Maria Antonieta.
Museu:
ANTIGUIDADE:
O que se sabe sobre estilos de roupas dessa época, é através de desenhos inscritos, pintura em vasos e em paredes, bem como estátuas. Por serem feitas de materiais orgânicos, as joias resistiram ao tempo, contrariando a lógica das roupas. 
EGITO:
Vestido longo branco com detalhes azul marinho e prata. 
 Vestido dourado construtivista com detalhes em branco.
 Vestido totalmente branco longo com detalhes de pedras coloridas.
O povo persa foi um dos primeiros a cortar e ajustar medidas das roupas. Acredita-se que a principal razão tenha sido o fato de ser mais confortável e de facilitar a caça. Mulheres e homens se vestiam de forma semelhante, com calças que se ajustavam às pernas, além de túnicas e casacos.
Poucas peças resistiram aos rigores da passagem dos anos. Algumas roupas, sob condições muito especiais, resistiram sob climas muito secos, por exemplo.
Nos tempos primordiais do Império, as mulheres usavam um tipo de vestido, que era atado às costas. Porém, os seios ficavam à mostra. Com o passar do tempo, os seios foram cobertos. Logo após, tanto homens quanto mulheres começaram a usar uma peça semelhante a um "hobby". A maior parte dos egípcios andava descalça.
 Vestido branco com franjas marrom.
 Vestido nude com verde e detalhes dourados. 
 Vestido de tecido estilo palha com detalhes em dourado envelhecido.
 Vestido dourado com detalhes envelhecidos.
 IDADE MÉDIA:
Com a queda do Império Romano do Ocidente teve início a Idade Média. A duração se deu do fim do século V (em 476 D.C), ao século XV (em 1453 D.C.). Durante este período, a Europa ocidental acabou por ter um desenvolvimento independente do Império Romano do Oriente (Bizantino).
 Assirios e Babilônios. 
Vestido de Dama Francesa de seda plissado e ajustado no corpo. Detalhes em feno. Blusa de seda.
 Vestido de Dama Inglesa: túnica em cetim de seda com punhos bordados em fios de ouro, sobre túnica de veludo de seda. 
Vestido de Dama Germânica tipo túnica sobre blusa drapeda em puro linho com adornos de gregas de algodão pintado a mão. Capa semicircular em tecido pesado de algodão, forrada de pele, fechada na frente com decote em V bordado e broches. 
Vestido de Dama Inglesa: Túnicas sobrepostas de linho. Cinto de cordões. Véu de linho fino engomado. 
 Turíbulo.
Vestido da Dama Espanhola em seda pura ajustado no busto. Veste justa com gola alta bordada e sobre veste com mangas amplas e compridas. Recortes em forma de pétalas. 
Vestido de Jovem Alemã em branco com detalhes de seda em verde e vermelho. 
Vestido de Dama Espanhola: túnica com sobreposições. Base com mangas de linho e ajustes nos braços, sobre túnicas com debruns.
 Vestido de Doméstica Francesa longo com sobre túnica de linho.
Vestido de Camponesa Francesa: túnicas sobrepostas em puro linho e algodão. Cinto de cordões de algodão.
Vestido de Dama Italiana em tafetá de seda pura. Corpo em devorée adornado com peles nas bordas nas mangas. 
Vestido de Dama Inglesa: Veste sobre veste em seda e veludo de seda. 
RAINHAS DE BOURBON:
Maria Antonieta, Rainha da França e Navarra: Casou-se aos 14 anos com o delfim Luis Augusto, que se tornaria Luis XVI. Filha dos soberanos do Sacro Império Germano-Romano, Imperatriz Maria Tereza e Francisco Estévão de Lorena. O período de grande atividade literária precedeu a Revolução Francesa. 
Adereço de cabeça, plumas d'austriche. Gargantilha em pérolas e pedrarias.
 Maria Leszczynska, Rainha da França: Esposa de Luis XV, "O Bem Amado", a quem deu dez filhos. Apenas um sobreviveu e se tornaria Luis XVI, filha de Estaniseau I, Rei da Polônia e Catarina Opalinnka.
Maria Teresa da Espanha, reinou da 1660 a 1683, comandou a Casa de Habsburgo, governou grande parte da Europa Central.
Ana da Áustria e Espanha, Rainha da França (1615-1643), esposa de Luis XIII, filha primogênita de Felipe III da Espanha e da Arquiduquesa Margarida da Áustria, mãe de Luis XIV e Felipe D'Orleans. 
Maria de Médicis, Rainha da França, casou-se com Rei Henrique IV, dirvorciado de Margarida de Valois. Rainha regente na minoridade do filho Luiz XIII, filha de Francisco I de Médice com a arquiduquesa Joana de Áustria. 
Leque de Marfim do século XVIII. 
Margarida de Valois, Rainha Margot (1553-1615), esposa de Henri de Navarre, que se tornou Henrique IV, Rei da França. Filha de Henrique II e Catarina de Médices.
 A nossa modelo Iana de Carvalho aproveitando para registrar o momento.
ERA NAPOLEÔNICA:
No início do século XIX os habitantes de uma Paris repleta de novos parques e monumentos participaram da retomada do luxo na Era Napoleônica. A classe superior apreciava bons acessórios, como luvas, bolsas, véus de renda, flores artificiais para ornamentar cabelos e saias. As fábricas têxteis de Lyon forneciam os tafetás, veludos e brocados, em substituição aos leves tecidos importados da Índia.
Vestido de Dama Russa estilo império de tafetá de seda pura. Mangas bufantes. Sobre veste com cauda e bordados a mão.
Vestido de Dama Francesa (1799) de cintura alta, transparente sobre cetim e adornado com rendas. 
Vestido de Jovem Francesa (1799) de cintura alta em seda, com jaqueta de tafetá. Gola xale. 
 Vestido de Dama Francesa (1790) inspiração militar com anquinhas em tafetá de seda pura. 
Vestido de Dama Inglesa (1845): Saia em algodão listrada e jaqueta com basque em veludo, estilo masculino, enfeitada com punhos e gola de renda. 
 Vestido de Dama Francesa (1828) de organza plissada, mangas curtas, cintura alta, realçando o busto, com detalhes de musseline e flores.
Vestido de Dama Francesa (1799) de brocado com anquinhas. Tiras de tecido costuradas horizontalmente ao redor da saia.
 Vestido de Dama Inglesa em broderie. Saia em camadas. Mangas bufantes e jabots no decote. 
Vestido de Dama Inglesa em tafetá de seda, com corpo acinturado e gola em camadas de pequenos babados.
 RENASCENÇA:
 É o termo usado para identificar o período da Europa entre fins do Século XII até meados do Século XIV. Foi a era da redescoberta e revalorização das referências culturais da antiguidade clássica.

A primeira região onde a cultura manifestou-se foi a Toscana, na Itália. Onde a arte antiga atingiu a perfeição e equilíbrio através de pinturas e esculturas dos grandes Raphael e Leonardo da Vinci.

Os tecidos da época eram caros e elegantes; como brocados, veludos, sedas e rendas. O peito era discretamente enfatizado e a saia caia com pregas largas e generosas. Os corpetes quadrados ou circulares eram usados por cima dos vestidos, tipo casaco aberto na frente. Lenços e leques eram acessórios importantes.

 Vestido de Dama Francesa (1629), em seda pura e fio de algodão. Sobreposição em seda adornado com renda.
 Vestido de Doméstica Holandesa (1450) com mangas sobre anágua em algodão. Avental em linho rústico. Gola de linho.
 Vestido de Dama Francesa (1670) em seda e brocado, com gola baixa e mangas bufantes em gazar. 
Vestido de Dama Holandesa (1435) com mangas bufantes em crepe de seda. 
 Vestido de Dama Espanhola (1595) em veludo de seda. Debruns de fitas douradas. Gola de organza e tela sobreposta nas mangas.
 Vestido da Dama da corte Alemã (1650) em seda pura com cauda, cortado na cintura. Tiras à frente da saia em renda tipo chantily. 
Vestido de Dama Holandesa (1615) com manto. Saia em tafetá com detalhes em veludo. Peito arrematado com renda. Manto de veludo 100% algodão, com punhos de organza de seda. 
 Vestido da Princesa Espanhola (1596) em organdi de seda pura. Punhos em renda. Bordados em pérolas. Peito em organza de seda pura.
Vestido de Dama Italiana de veludo com detalhes em gazar de seda pura. Mangas e peito de devorée. 
 Vestido de Dama Espanhola (1670) com anquinhas em tafetá composée. Decote na altura dos ombros. Mangas bufantes. 
Vestido de Dama Inglesa (1600) com anquinhas de tafetá bordado em flores. Corpo entretelado, peito e gola de gazar, mangas bufantes em camadas, punhos em gazar e renda.
Leque branco de renda com seda. 

ILUMINISMO:
Este movimento surgiu na França do século XVII e defendia o domínio da razão sobre a visão teocêntrica que dominava a Europa desde a Idade Média. Tinha o propósito de iluminar as trevas em que se encontrava a sociedade. Os cabelos empoados foram banidos, assim como as formas complexas e abusivas. A nova ordem pedia vestidos claros, feitos em sua maioria em algodão. Cinto e fitas logo abaixo do busto, marcavam a silhueta. As mangas eram curtas e bufantes no verão e longas e estreitas nas regiões frias. Xales em drapeado grego envolviam as formas femininas.

Vestido de Dama da Corte (1759) em organza de seda. Saias com anquinhas diferentes e sobrepostas com frufus, laços e babados franzidos. 
 Lequê branco de renda com detalhe azul.
 Vestido da Dama Inglesa (1745) de brocado, frente da saia em shantung de seda, pelerine de veludo, curta adornada de peles manchon (protetor para as mãos) também em pele. 
Vestido de Dama Francesa (1750) em gazar de seda pura e renda chantily rebordada sobre chemise leve com gola alta. 
BELLE ÉPOQUE:
No final do século XIX as novas-ricas queriam demonstrar o seu desejo de revigorar a antiga classe aristocrática. As muitas premiéres tornaram-se eventos mundanos e estimularam ainda mais a profusão de formas e detalhes da roupa feminina.
A confecção era "empetecada", com muitos babados, plissados, franjas e passamanarias. Verifica-se volumes estranhos, como o uso de crinolinas imensas ou do chamado Bustle ou cul de Paris (enchimento usado nos glúteos).
Vestido (1905) em cetim de seda, com detalhes de jabot de renda no corpo. Luvas de manga longa em roxo de seda, dando um toque de feminilidade.
Vestido de Dama Russa (1899) em lã com cauda. Pelerine debruada e bordada a mão (pintura de agulha). Peça que poderia ser comparada à vestimenta papal. 
Vestido de Moda Europeia (1905) em cetim de seda pura, com encaixe na saia, mangas, busto e peito de rendas. Gola alta. 
Vestido de Dama Inglesa (1890): conjunto de quatro peças de lã e seda. Saia franzida e casaqueto debruado de renda guipir. 
Vestido de Dama Americana (1881): conjunto de quatro peças em lã e seda Blaizer com gola de veludo. Saia pregueada e sobre saia de cetim. Colete em lã e blusa de seda. 
Vestido (1903) em point d'spirit com rendas, plissados e babados. Destaque para o corsete para a formação da silhueta em "s". 
Vestido de Moda Internacional (1913): taileur em lã. Saia reta e casaco com cinto e gola de veludo.
 Belle Époque.
 Vestido de Moda Europeia (1904): conjunto de quatro peças. Casaco em lã, sobre saia franzida com colete, camisa e gravata. 
 AVANT GARDE:
No início do século XX a silhueta feminina começou a se modificar, apresentando busto menor e quadris mais estreitos. Artistas, médicos e alfaiates procuraram reformar a roupa feminina para libertar os corpos das armaduras de barbatanas, corsets e acabar com golas altas e as caudas.
A silhueta reta feminina simplificou-se de tal modo que assemelhava a um tubo. Os vestidos encurtaram e a cintura baixou até os quadris. Xales ou lenços com franjas de seda cobriam os decotes profundos nas costas dos vestidos de festa.
 Conjunto de saia e casaco (1910), pertenceu a Alexandrina de Castro Arruda. 
Túnica em crepe transparente com rendas sobre vestido tubo em crepe, acinturado com faixa larga de veludo. 
Saia em camadas de tule e corpete com rendas rebordadas. 
Vestido estilo sereia. Bordado com canutilhos. Saia plissada em gazar. 
Vestido de linho, bordado crivo (1926). 
Vestido de musselina de seda pura rebordado com miçangas e paetês. 
Vestido em crepe georgette bordado, cintura baixa e acabamento em pontas. Xale com franjas de seda. (1927). 
 Vestido em cetim com superposição em franjas em cascata. Aplicação de plumas na barra.
 Vestido de musseline de seda com busto de renda.
 Luvas de Crochê.
Vestido em tule bordado, com saia em pontas. Xale triangular com franjas. 
 Vestido com corpo alongado e bordado. Saia em camadas.
 Vestido em mousseline de seda pura, bordados com paetês.
 Vestido em seda rebordada, acabamento em faixas bordadas. Gola e echarpe de plumas. 
 Vestido reto em crepe com aplicações em guipir e mangas em forma de tulipas em gazar.
Vestido em veludo com cauda. Mangas pelerine de musseline, adornado com cinto e gregas bordadas com fios de ouro sedas e pérolas. 
Maio de lã (1939) 
ANOS 80, 70, 60 e 50:
Os anos 80 se revelam extravagante, tanto nas grandes ombreiras, que dominaram a década, como o uso de brilhos em tecidos como o lurex. O jeans passa a ser valorizado por grifes famosas e o uso de elastano nas peças valorizavam as curvas femininas. A inspiração vem também do esporte e a roupa esportiva é usada no cotidiano, juntamente com as leggings, os collants e as bermudas estilo ciclista.
Vestido dourado com pedras e casaco de pele dourado. 
 
Maria Elisa Sperb Castello doou para o Museu da Moda. Conjunto de seda anos 80. Criação exclusiva da Maison Milka.
 Vestido dourado com renda branco e detalhe de seda preta, mangas estilo morcego.
 Looks clássicos dos anos 80 em cores tradicionais. 
 Camisolas em tons claros dos anos 80. Época que já usava muito o nude.
 Vestido todo bordado em tons de marrom e dourado.
ANOS 70:
A volta à natureza, a preocupação com a saúde e um estilo de vida mais simples fizeram com que grandes estilistas propusessem trajes amplos e confortáveis como a pantalona e a boca de sino. Os tecidos eram leves e as estampas eram muitas vezes florais ou com tingimentos tie dye. No final da década, os comprimentos oscilavam entre o mini, o maxi e o midi.

Vestido longo verde musgo de seda com casaco de pele branco.
Vestido longo em cetim, corpo estilo corset e detalhes em point d'espirit.
 Vestido longo estampado, de algodão viscose. Cavas americanas. Cinto com laço.
 Minivestido em crepe, com decote assimétrico.
 Minivestido em renda com sobreposições de tecidos. Decote quadrado.
 
ANOS 60: 
No ritmo do twist, os vestidos curtos e as minissaias entraram no circuito fashion, assim como, no final da década, os hippies apareceram com um novo jeito de trajar saias e acessórios. Fibras sintéticas ficaram cada vez mais leves e resistentes, melhoraram a qualidade da confecção. Na briga das saias longas e minis, nasce o comprimento midi, muito usado com botas.

Macacão preto minimalista com jaqueta brilhante em prata.
 
Traje Mademoiselle Chanel: Colar longo, década de 30, com sete ordens de pérolas em quatro tamanhos diferentes, que foram sua marca registrada.
Vestido com mantô em lã bouclê. 
ANOS 50:
Nos anos 50, inúmeras tendências surgiram, sempre no sentido de manter o predomínio parisiense na alta-costura. As linhas A, H e Y se sucederam em ritmo rápido. Uma moda jovem começou a vigorar no final dos anos 50, com calças cigarrettes, sapatilhas de balé e suéteres. Com os filmes inspirados na rebeldia, os blue jeans foram divulgados no mundo inteiro.

 Vestido vermelho com bolero em tom mais escuro.
Vestido em cristal e tule, ajustado na cintura, saia godê e grande gola echarpe caída nos ombros.
 Chapéu de Rafia (anos 40), com voillete francesa e margaridas. 
Vestido em tafetá changeant. Decote canoa e drapeados na altura da cintura.
Vestido longo em cetim, corpo estilo corset e detalhes em point d'espirit. 
  TRIBUTO À LADY DI:
Diana Frances Spencer, assim chamada antes de casar-se com o Príncipe Charles - tornou-se ícone fashion da década de 80 e 90 - principalmente pelo estilo e comportamento público. Diana que sempre dedicou-se Às causas sociais, também estava presente no âmbito da moda, construindo ao longo de seu casamento e posteriormente a este, grande amizade com estilistas famosos como Dior, Valentino, Gianni Versace, Catherine Walker e Elizabeth Chanel.
No MUM você encontra um setor exclusivo com 10 cópias fiéis dos vestidos que foram leiloados na presença de Lady Di em 25 de junho de 1997, na Christies, em Nova York. A estilista Milka Wolff esteve presente no evento e recebeu o livro autografado. O leilão superou os 2 milhões de dólares que foram doados para: AIDS Care Center - New York Hospital e The Royal Cancer Fondation de Londres. 

 
 Vestido de noite by Gina Fratini: Vestido estilo sari em chiffon de seda drapeado no ombro. Bordados com pérolas no decote.
Criação de Catherine Walker: Vestido de gala estilo império em crepe de seda. Usado pela pela princesa em uma visita à Índia em 1992.
 Vestido de noite de Catherine Walker: Tipo sari em chiffon de seda puro. Corte assimétrico usado em uma visita oficial à Tailândia em 1988.
 Criação de Murray Arbeid: Vestido estilo bailarina usado em um jantar privado oferecido pelo rei Constantino no Claridges em 1986 e também na Opera House em 1987 e em Paris em 1988.
Perfume da Lady Diana.
 Criação de Victor Eldestein: Vestido de gala em veludo de sena. Inspirado no estilo "Edwardian", os drapeados marcam toda a silhueta. A princesa usou no jantar da Casa Branca, oferecido pelo presidente e a senhora Reagan e também quando dançou com John Travolta. 
 Criação de Catherine Walker: Vestido de gala em crepe bordado de múltiplas pérolas. Usado no Britsh Fashion Awards no Albert Hall em Londres em 1989 e em Hong-Kong em Avant-Premiéres no mesmo ano.
 
Criação de Victor Eldestein: Dress in crepe com detalhes de cetim no decote.
 
Criação de Catherine Waker: Vestido de gala em veludo preto. Usado em um jantar em Versalhes ( França) em 1994.
 Livro da Diana sobre sua coleção de vestidos.
 Nossa Modelo Iana à frente do Tributo à Lady Diana.
A nossa Editora Noeli e a Modelo Iana com os vestidos de Lady Di.
Divas do Cinema:
Cópias de looks de cinemas clássicos.
 
 Roupa usada por Milka no carnaval de 1999 quando foi tema enredo da Escola de Samba União da Vila do IAPI em Porto Alegre.
 Looks de bonecas: 
 Audrey Kathleen Hepburn-Ruston foi uma premiada atriz e humanitária belga. Nascida e criada no bairro de Ixelles, na cidade de Bruxelas, até os dias atuais esta artista belga é considerada um ícone.
Vestido longo de renda com listras prateadas, laços, chapéu grande com plumas pretas e cauda de cetim.
Vestido clássico do filme "Bonequinha de Luxo" em preto, com luvas combinando, colares de pérolas.
Filmografia de Audrey Hepburn:
Sweet Bride: Vestido confeccionado usando mais de 1800 plásticos de forminhas de docinhos. 
Rita Hayworth foi uma atriz norte-americana de ascendência hispano-irlandesa, que atingiu o auge na década de 1940 e tornou-se um mito eterno do cinema.

Vestido preto de seda com laço e luvas.
 Filmografia de Rita Hayworth: 
Maria do Carmo Miranda da Cunha, mais conhecida como Carmen Miranda, foi uma cantora e atriz portuguesa radicada no Brasil. Sua carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1950. Ela ajudou a difundir a cultura brasileira no exterior.

Bem no estilo Carmen, este look tem muitos detalhes, plumas, pérolas, flores extravagantes. 
 Filmografia de Carmen Miranda:
Jean Harlow foi uma atriz estadunidense e sex symbol da década de 1930. Depois de assinar com o diretor Howard Hughes, a primeira grande aparição de Harlow foi em Anjos do Inferno.
Este vestido é todo de seda em branco. 
Grace Patricia Grimaldi, nome de casada de Grace Patricia Kelly, foi uma premiada atriz norte-americana, vencedora do Oscar na categoria Melhor Atriz e, após seu casamento com Rainier III.

Este vestido é super delicado e tem bordados em branco com tecido esvoaçante.
Outro look de Grace Kelly: todo dourado metalizado, com luvas combinando.
 Marilyn Monroe foi uma atriz e modelo norte-americana. Estrela de cinema de Hollywood, é um dos maiores símbolos sexuais do século XX, imortalizada pelos cabelos loiros e as suas formas voluptuosas.

Este vestido branco da atriz Marilyn Monroe a imortalizou na cena  do filme "O pecado mora ao lado", que ele se torna esvoaçante.
Este look do filme "Os homens preferem as loiras" é super tradicional no cinema e ele é totalmente rosa pink com laço grande e luvas.
Nossa jornalista apreciando as roupas lindíssimas do cinema.
 Retrospectiva dos 62 anos de carreira de Milka Wolff (criadora do MUM).
 Vídeo da trajetória de Milka.
 Espaço XX: 
Roupas estilo "red carpet" do MUM. 

Vestidos de alta costura de 2015. 
Vestido de tule de seda, estilo sereia com cauda e bordado com pedrarias. 
Vestido com corpo de tule, aplicado com rendas e bordados. 
 Vestido de seda em tons de rosa com bordado dourado.
Vestido de seda com corpete armado e bordado com cristais. Saia com franjas bordadas. 
Vestido de crepe assimétrico com franjas de canutilhos. 
Vestido longo preto com bordado de flor rosa. 
Vestido de renda estampado com ferro de paetê e grande cauda. 
Vestido de renda estampado com ferro de paetê. 
Vestido com corpo de tule com flores de gazar. Saia de cetim. 
Vestido em camadas e corpete bordado. 
Vestido de paetê justo com sobre saia de tafetá e aplicações de flores bordadas. 
Sessão das noivas: 
 Vestido com flores brancas e chapéu grande.
 Vestido nude transparente com bordados de renda.
 Vestido de seda com bordados de flores douradas.
Vestido na cor champanhe com sobreposição de renda. 
 Vestido de noiva de 1954, todo de pérolas bordado com abertura na perna.
Vestido com corpete justo com saia de cetim e bordados. 
Vestidos clássicos para as daminhas de honra. 
 Vestido de seda branco com mangas bufantes e bordados de laços.
Vestido todo branco com capa de seda. 
Para as noivas "diferentonas", tem este vestido em branco e preto com renda e luvas pretas.
 Vestido estilo princesa totalmente branco com cinto grosso brilhante.
Vestido estilo princesa todo bordados em tons de creme.
Vestidos brancos super bordados com pérolas e pedras.
 Vestido com bordados de pérolas.
Entre os 2.500 m² quadrados que o Museu da Moda possui, estão expostas as roupas que fizeram marcaram épocas. Réplicas idênticas foram confeccionadas pela estilista, que garimpou em inúmeros antiquários de vários países, e trouxe além de roupas, objetos e acessórios usados pelas mulheres poderosas de suas épocas. As roupas estão expostas em alas separadas por épocas, com cenários de fundo, juntamente com máquinas utilizadas nas confecções das mesmas, peças e objetos usados pelas mulheres também fazem parte desse acervo. Você irá se perder entre tecidos e aviamentos onde a moda fez história.

Beijos no Coração 

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