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Salome Bamba está 100% dentro do espírito da nouvelle vague da moda parisiense. Adepta do sportswear como estilo de vestir, ela vai além quando o assunto é falar de moda. Cruzamos com ela num eclético bairro de Paris, onde Jean Paul Gaultier tem seu atelier e faz seus desfiles. Salome explica em uma entrevista bem profunda o que espera da moda e dá mais um belo ponto de vista sobre o que é ser parisiense e como seguir suas, às vezes, estressantes, regras de elegância. Acompanhe:
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Qual sua maneira habitual de vestir?
Diria que estou mais para minimalista. Na foto, eu uso um collant e macacão preto da Mango, um casaco transparente da "Vinti Andrews" e tênis da marca "Vagabond". É bem simples, mas o casaco traz originalidade ao look.
Como o ícone de elegância que a mulher parisiense representa influencia sua maneira de vestir?
A parisiense tem um nível alto de exigência no vestir e isso pode ser estressante. Para mim, ela sabe ser elegante com roupas práticas. De uma maneira geral, eu escolho peças únicas, sem muitos detalhes, com cortes originais. Opto muito pelos tênis, o que é um paradoxo. Eles mostram uma bela ruptura, são o elemento que faz parecer "menos bem vestido', mas são ergonômicos, perfeitos para o ritmo de vida parisense.
O que a moda representa para você? Qual sua relação com ela?
Eu adoro a ideia de poder me exprimir através de uma matéria inerte (a roupa) e de poder jogar com as regras. Comecei os estudos de Arte Têxtil na Escola Duperré em Paris e no ano que vem terei o diploma de Arte Aplicada à moda. Para mim, a moda pode testemunhar uma época, mas ela também pode ser a representação de uma concepção que temos de nós mesmos. Eu gosto de alternar as épocas e, com isso, usando uma roupa de um determinado período, poder contar minha própria história. Misturando roupas vintage com outras feitas por novas tecnologias, criei uma maneira própria de me vestir. Na moda, cada um tem a possibilidade de ser descobrir e contar aos outros essas descobertas.
O que é mais importante: a roupa ou a beleza?
A roupa pode revelar nossa beleza. Ela acentua nossa beleza natural, mas pode revelar facetas escondidas de nossa personalidade quando vestimos algo extremamente diferente. O essencial é sabermos escolher o que mais valoriza o nosso tipo físico.
Quais são os seus indispensáveis de moda e beleza?
Eu gosto dos casacos de gabardine longos e fluidos, de macacões, quimonos e calças "carotte". Quanto ao ritual de beleza, me concentro muito sobre meus cabelos. Eu uso manteiga de Karité e toda a linha "ritual nutrição intensa", da MIZANI.
Uma fórmula para andar bem vestida sempre?
A sobriedade como valor maior, para começar. O ideal é não misturar mais de três cores no mesmo look.  As matérias não podem ser muito diferentes também. O preto e o branco se harmonizam com tudo e usá-los com as cores de cada estação pode ser interessante. Quanto às peças, devemos alternar o fluido com algo um pouco mais pesado, estruturado. Isso vale também para o uso de peças com motivos. Sempre equilibrar.
Você tem ícones de moda?
Eu gosto particularmente da Iris Van Herpen e do Alexander Mcqueen por suas incríveis criações e seus universos. 

http://mdemulher.abril.com.br/moda/elle/a-parisiense-tem-um-nivel-alto-de-exigencia-no-vestir-e-isso-pode-ser-estressante-conta-a

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